Você sabia que incontinência urinaria não acomete somente pessoas mais velhas?

Em algum momento você já apresentou, perda involuntária de urina ao tossir, levantar peso, correr, espirrar, dar risada, limpar a casa, ou não conseguiu segurar a urina até chegar no banheiro?


Se a resposta é sim para algum desses sintomas, saiba que são características comuns em quem apresenta incontinência urinaria (perda involuntária de urina), esse problema atinge cerca de 5% da população geral, e atrapalha e muito a qualidade de vida de quem tem essa disfunção.

E ao contrário do que muitos pensam, incontinência urinaria não é um problema apenas de pessoas mais velhas. Segundo a sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 7% das mulheres entre 20 a 39 anos tem incontinência, dos 40 aos 59 anos, 17% apresentam episódios de perca de urina. Ou seja, essa disfunção pode ocorrer em qualquer fase da vida, e até mesmo no sexo masculino.

Em busca por um corpo saudável e esteticamente perfeito, muitos jovens, recorrem a pratica de atividades de alto impacto, essas atividades, assim como obesidade, o parto, gestação nas mulheres, entre outros fatores, podem gerar sobrecarga no assoalho pélvico levando a incontinência urinaria.

A musculatura do assoalho pélvico, é capaz de sustentar nossos órgãos, como bexiga e parte do intestino e comandam a contração do anus e uretra, além de trabalhar em conjunto com os músculos do abdome e a musculatura da respiração.

Incontinência de esforço, ocorre quando um esforço – tosse, espirro, dar risada, segurar peso – provoca o aumento da pressão no interior do abdome e empurra as estruturas (órgãos) sobre a bexiga, e se os músculos e ligamentos que dão suporte para a uretra estiverem fracos, ela se abrirá e haverá perda de urina.


Por tanto, o fortalecimento dos músculos do core abdominal, com exercícios de baixo impacto, promove um melhor controle e consciência desses músculos, diminuindo a frequência das percas de urina. Além disso, um core fortalecido melhora outros sintomas como dor nas costas (principalmente lombar), que normalmente também está presente em pessoas com incontinência.

O Pilates é uma forma de exercício de baixo impacto, ele utiliza de movimentos que além de fortalecer, melhoram a flexibilidade do corpo todo e de forma global, os movimentos são lentos e concentrados.


Além disso, o Pilates associa respiração e postura o tempo todo durante os exercícios, dando ênfase ao core e cinturão abdominal. Sendo cada vez mais usado nos tratamentos de reabilitação da fisioterapia para incontinência.

Na menopausa a mulher perde a produção de estrogênio, capaz de manter a mucosa vaginal hidratada e a musculatura do assoalho pélvico firme. Laser também é muito utilizado nesses casos, ele melhora a vascularização da parede, melhorando a chegada de nutrientes e produção de colágeno e elastina nessa região, além de melhorar a produção de muco na cavidade vaginal.

O que devemos analisar é que o fato de perder um pouquinho de urina não é algo natural da velhice, algo fisiológico, e que deve se conformar com isso. Pois hoje em dia, existem vários tratamentos conservadores, como a fisioterapia, laser, medicamentos que auxiliam na melhora e até cura da desagradável incontinência.

O importante é procurar ajuda o quanto antes, de um profissional, que vai realizar avaliação e o tratamento mais adequado para o seu caso, evitando que a incontinência evolua e se torne mais grave.

Leia também...

Deixe um comentário