Você já aprendeu o valor da autoadmiração?

Sabe os padrões de beleza? Aqueles que já conhecemos e tanto criticamos… Esses mesmos: as capas de revistas com muuuiiitooo photoshop, a magreza excessiva, os olhos claros, formato de corpo esguio, pernas compridas e finas, peles sem cicatrizes ou manchas ou sardas… Pois é, volta e meia me pego pensando a respeito de cada um deles e a forma que eles atravessam cada uma de nós mulheres, em especial, já que somos bombardeadas por propagandas impositivas. No consultório escuto muitas mulheres divagando sobre como suas vidas seriam diferentes se se enquadrassem minimamente nesse padrão.

E outro dia foi a minha vez. Fui acometida por uma crise gigante de baixa autoestima. Dessas que deixa a gente tão pra baixo que não dá vontade nem de se olhar no espelho. Era um final de semana e eu só queria ficar no quarto. E veja só (!) no meu quarto tem um espelho de um tamanho considerável, que fica de frente para a minha cama… Neste dia desejei imensamente que por algum motivo inexplicável o espelho se quebrasse, mas não quebrou. Ele continuou lá refletindo minha imagem: cabelo sujo e bagunçado, cara inchada e amassada de travesseiro, olheiras, infinitas sardas… E foi ótimo!

Foi ótima essa experiência de me olhar (e me observar) diversas vezes durante um dia inteiro daquele jeito: sem maquiagem, de pijama e cabelo pra cima. Daí você deve estar se perguntando, enlouqueceu né?! Não, eu não enlouqueci! Foi ótimo porque cheguei à conclusão que se eu acho as minhas sardas feias, é porque de alguma forma eu considero que ter sardas (ou seja, não estar “enquadrada” no padrão de beleza) é feio. E isso me soou muito contraditório pensar assim, porque já vi muitas mulheres com sardas e achei lindo. Para olhar além disso, tem que ter um pouco de coragem para entender o que e por que está sendo reproduzido. Reproduzir os padrões é reproduzir as opressões mais estruturais e isso é feito o tempo todo. Por onde andamos encontramos receitas “infalíveis” para enquadrar.

Com a experiência descrita acima, percebi que cada sarda, cada cicatriz, cada ruguinha traz uma história e me lembrei de várias! Vários momentos felizes que tive na infância, na adolescência e também agora, nessa nova etapa de “jovem adulta”. Também me lembrei de momentos não tão felizes assim, que me “presentearam” com aprendizados incríveis! E fiquei focada nisso: na minha história de vida e no quão grata sou por aprender dia após dia a olhar (e enxergar) além das aparências. Aprendi ainda que a autoadmiração seguida de empoderamento pode nos trazer momentos inenarráveis!

Então, querida leitora, aproveite que o dia internacional da mulher foi ontem (08/03/2016) e que durante toda essa semana a mulher será o foco, ADMIRE-SE e empodere-se (mas não pare quando a semana chegar ao fim, é um exercício diário)! Admire cada detalhe do seu corpo e da sua personalidade e foque nos melhores. Lembre-se que somos seres subjetivos, e que a palavra “empoderamento” tão lida ultimamente tem um significado também muito subjetivo, afinal, cada mulher sabe o que faz com que se sinta “empoderada”. E que o empoderamento se trata também de uma elevação da autoestima (não se limitem a pensar somente na aparência física)~ falei sobre autoestima nesta matéria AQUI de você se sentir capaz, se sentir potente para assumir o script e ser protagonista da sua própria história, e é isso que eu desejo a você!

Ah! Encontrei este vídeo na internet que fala um pouquinho mais sobre o empoderamento e gostei bastante, aperte o play que vale a pena! 😉

 

Um beijo e até a próxima!

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