Olá pessoal, tudo bem?

Hoje estou de volta para falar a respeito de uma patologia muito importante, o Diabetes.

Para entendermos melhor essa doença, irei falar, inicialmente, a respeito do pâncreas, que é um órgão responsável pela produção de alguns hormônios importantes para o bom funcionamento do nosso organismo. Entre esses hormônios temos a insulina, que é produzida pelas células beta encontradas no pâncreas e responsáveis pela quebra das moléculas de glicose (açúcar) para transformá-las em energia.

Sendo assim, quando os níveis de glicose aumentam no sangue, as células em bom funcionamento, produzem a insulina para “quebrar” a glicose, fazendo com que seus níveis voltem ao normal.

O problema é quando ocorre disfunção dessas células…

DIABETES TIPO I

image3(1) diabetesO diabetes tipo I é o de menor incidência na população e atinge até 10% dos pacientes portadores da doença é também conhecida como diabetes juvenil ou autoimune e tem como característica surgir na infância ou adolescência mas em sua variação pode ser diagnosticada na idade adulta também.

Nessa situação o pâncreas não produz insulina suficiente pois suas células sofrem um tipo de autodestruição; o paciente então é chamado de insulino-dependente, pois como tratamento, ele vai necessitar de doses diárias de insulina para assim normalizar os níveis de glicose no sangue, associado sempre com planejamento alimentar e atividades físicas regulares.

DIABETES TIPO 2

image5Cerca de 90% dos casos de diabetes se trata de “diabetes tipo 2”, se manifestando mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Nesse caso, o organismo desenvolve uma resistência à insulina ou até mesmo passa a ter deficiência em sua secreção. A alimentação tem papel extremamente importante sendo, em alguns casos, o tratamento acompanhado de atividade física, sem necessitar de medicação.

Fatores de risco para o desenvolvimento de DM2:

– Glicemia de jejum alterada (>100 e <126mg/dL) e/ou;

– Tolerância à glicose diminuída (teste oral de tolerância à glicose >=140 e menor que 200mg/dL) e/ou ;

– Hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7% e 6,4%;

– Parentes de 1º grau com a doença;

– Histórico de diabetes gestacional;

– Acúmulo de gordura abdominal, com cintura acima de 94cm para os homens e 80 para as mulheres (padrão Brasil).

DIABETES GESTACIONAL

image1(1)Cerca de 3 a 8% das mulheres grávidas desenvolvem o diabetes gestacional e isso acontece porque os hormônios da placenta reduzem a ação da insulina. Como mecanismo de compensação, o pâncreas começa a secretar mais insulina, mas algumas mulheres não possuem esse mecanismo, acumulando assim o açúcar no sangue. Na maioria das vezes o diabetes gestacional é assintomático, por isso recomenda-se que a partir da 24ª semana de gestação, seja pesquisada a situação da glicose em jejum e, mais importante ainda, que se realize o teste oral de tolerância a glicose, que é um exame onde dosamos a glicemia após a ingestão de glicose.

Fatores de Risco:

Idade materna mais avançada;

Ganho de peso excessivo durante a gestação;

Sobrepeso ou obesidade;

Síndrome dos ovários policísticos;

História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional;

História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos);

História de diabetes gestacional na mãe da gestante;

Hipertensão arterial na gestação;

Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

O controle do diabetes gestacional é realizado geralmente através de orientações nutricional adequada, sendo para cada período da gravidez, uma quantidade determinada de nutrientes. Tudo isso associado a atividades físicas, liberadas após uma investigação a respeito de contra indicações como por empecilho, trabalho de parto prematuro.

As gestantes que não conseguem atingir os níveis glicêmicos desejados atrás dessas medidas, devem fazer o uso da insulina, que é segura na gestação tendo um excelente desfecho.

Um fato importante é que o diabetes gestacional é fator de risco para desenvolvimento de Diabetes Tipo 2. Aproximadamente 6 semanas após o parto, a mãe deve realizar um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos.

Amamente!!!

lactancia-materna_01O aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes após o parto. A alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas possibilitam um ótimo prognóstico.

  • Há outros tipos de diabetes?

Entre o Tipo 1 e o Tipo 2 foi identificado ainda o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA), por exemplo. Algumas pessoas que são diagnosticadas com o Tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam perdendo células beta do pâncreas. Mas nesse post irei me ater apenas nos principais e mais comuns, pois essas outras variáveis de diabetes confundem muito o paciente e é importante um esclarecimento pessoal e detalhado para que entenda direito o quadro. Portanto, a investigação com um profissional capacitado, no caso o endocrinologista, é de extrema importância.

PRÉ-DIABETES

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco.

O que é muito importante dizer é que 50% das pessoas que estão nesse grupo irão desenvolver a doença, sendo assim, trata-se de uma oportunidade de evitar ou no mínimo retardar a doença.

A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. No entanto, para 60% dos pacientes, a dieta é o passo mais difícil a ser incorporado na rotina. Ao todo 95% têm dificuldades com o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares. Lembrando que ninguém morre de diabetes, e sim do mau controle da doença.

Fatores de risco:

Assim como Diabetes Tipo 2, o pré-diabetes pode chegar à sua vida sem que você perceba. Ter consciência dos riscos e buscar o diagnóstico é importante, especialmente se o pré-diabetes for parte do que nós chamamos de ‘síndrome metabólica’:

*Pressão alta;

*Alto nível de LDL (‘mau’ colesterol) e triglicérides; e/ou baixo nível de HDL (‘bom’ colesterol)

*Sobrepeso, principalmente se a gordura se concentrar em torno da cintura

De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de pessoas com diabetes. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida. Então a dica é:

Mexa-se!! Alimente-se bem e procure sempre a orientação de um profissional capacitado!!

Grande beijo, Flávia

Leia também...

Deixe um comentário