TERAPIA SEXUAL e a busca por uma vida melhor…

A vida moderna tem dificultado muitas coisas para nós, trazendo milhões de obstáculos, e cada vez mais tenho percebido o quanto interfere na vida do casal, incluindo a vida sexual.

Mas não são apenas os momentos do presente que atrapalham o desempenho sexual, ele também vai depender de toda uma trajetória de vida, desde a infância, as experiências que a pessoa teve até o momento, o que ela viu, escutou e fez, ou seja, construímos a nossa sexualidade, e a partir dessa construção, interagimos com o outro.

Como é este relacionamento, interfere significativamente na vida sexual do casal. Comunicação, companheirismo, cumplicidade, intimidade, respeito, comodismo, entre outros aspectos que fazem a diferença na cama.

Pela razão de ter inúmeras situações e dificuldades encobertas, e por não ser fácil trabalhar o nosso emocional sozinhos, é que aparece a importância da terapia sexual e de casal.

Então, a terapia sexual é uma terapia focada nas inadequações sexuais. Essas inadequações podem ser as dificuldades / problemas sexuais ou alguma disfunção sexual, e que podem ocasionar conflitos pessoais ou conflitos no relacionamento do casal.

É trabalhado questões emocionais que influenciam na qualidade da sexualidade individual e do casal, bem como o relacionamento no geral. A psicoterapia pode proporcionar autoconhecimento, autoconfiança, um aprendizado da comunicação, o conhecimento do outro, saber enfrentar os problemas e a resolução dos mesmos, entre outras coisas que melhoram o bem estar e a harmonia da pessoa e do casal.

O foco estará na sexualidade, porém poderão surgir outras questões que estarão presentes durante a terapia.

As disfunções sexuais (ou também chamados de transtornos sexuais) são as alterações nas fases das respostas sexuais. As fases são o desejo, a excitação, o orgasmo e a resolução (momento de relaxamento).

A disfunção do desejo sexual mais frequente é o hipoativo, ou seja, que existe uma diminuição deste desejo ou ele é inexistente. Também existe o desejo hiperativo, que é caracterizado pela falta de controle sobre a motivação sexual, surgindo espontaneamente, e a pessoa fica excitada mesmo sem uma estimulação sexual externa, é um desejo exacerbado.

As disfunções da excitação são representadas pela dificuldade de ereção nos homens, e de lubrificação nas mulheres (nem sempre a falta de lubrificação é a falta da excitação, outros motivos podem levar a mulher a ter pouca ou a não ter a lubrificação, mesmo estando excitadas). Muitas pessoas possuem uma dificuldade de concentração nessa fase, dificultando chegar ao orgasmo, podendo até interromper o ato.

As disfunções do orgasmo são caracterizadas pela ejaculação precoce (prematura/ rápida), e pela ejaculação retardada nos homens, e nas mulheres pela anorgasmia (falta de orgasmo).

Outras disfunções que também são importantes é a dispareunia e o vaginismo. As duas disfunções podem existir mesmo na presença do desejo, da excitação e do orgasmo. A dispareunia é uma dor persistente ou recorrente que a mulher sente associada com o intercurso vaginal (penetração). O vaginismo é caracterizado por contrações involuntárias da musculatura da vagina, impedindo quase sempre ou sempre a penetração, causando desconforto pessoal.

Além das disfunções sexuais, outros problemas podem gerar inadequações sexuais, sendo frequente a procura pela terapia sexual. Dentre eles se encontra a discordância sobre a frequência sexual, quando um dos parceiros tem mais apetite sexual que o outro. Quando existe também a discordância sobre a realização de um tipo específico de atividade sexual, por exemplo, quando um quer fazer sexo oral ou anal, e o outro não quer. Sempre é necessário conhecer os princípios de cada um, entender a situação individual e em conjunto, para depois buscar alternativas de entendimento entre o casal.

Outras inadequações são os conflitos de identidade sexual, orientação sexual, dificuldades em iniciar e/ou manter um relacionamento afetivo, entre outros.

A insatisfação com a qualidade da vida sexual leva muitas pessoas a procurarem a terapia, pois com essa ajuda pode-se melhorar a qualidade do relacionamento como um todo, incluindo no aspecto sexual que trabalha desde a autoestima do casal até os bloqueios que impedem a livre expressão da sexualidade.

A terapia sexual beneficia tanto casais como também pessoas sem parceiro sexual, sendo que quando existe este parceiro, mesmo ele sendo sexualmente saudável, é importante que ele também participe da terapia.

Os casais precisam inserir em suas rotinas o hábito de buscar resolver o que não está sendo bom, o que traz infelicidade, e quando não conseguirem resolver sozinhos, o auxílio de um profissional especializado pode fazer toda a diferença.

Lembre-se que estando bem com você mesmo e seu parceiro (a) as coisas tendem a fluir em todas as situações da vida. Cuide desta relação.

Super beijo, Adri Visioli.

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