Temperos do Nordeste

Não é novidade que os temperos trazem sabores especiais à comida, e esses sabores são tão marcantes que acabam se tornando a identidade culinária de cada região.

Hoje vim falar um pouco mais sobre os temperos do Nordeste, marcantes e oriundos de várias influências dos imigrantes, com predominância da cultura africana, indígena e européia, que traz sabores intensos e muito característicos.

Formada pelos estados de AlagoasBahiaCearáMaranhãoParaíbaPiauíSergipePernambuco e Rio Grande do Norte, possui uma culinária respeitável e admirada por todas as partes do mundo.

Vamos começar pelos C´s: Coentro (ame ou odeie), cominho e colorau.

Coentro:

De sabor forte e refrescante o coentro é bastante utilizado, principalmente em carnes brancas e moquecas, e no famoso molho de campanha (vinagrete).

Muito utilizado na culinária indiana e árabe, não se sabe ao certo sua origem, mas era usado pelos egípcios como planta medicinal.

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Cominho:

Ligeiramente picante, sua sementes são secas e trituradas, sendo utilizado em pó no tempero de carnes vermelhas, sopas mais concentradas e cremes.

Muito utilizado na cozinha árabe e turca, os cominhos são de origem do Mediterrâneo Oriental e do Egito. Hoje em dia são cultivados na África do Sul e nos Países do Oriente Médio, Índia e México.

Colorau ou Urucum:

De sabor suave é utilizado para dar cor aos alimentos, de nossa origem indígena que utilizavam em suas cerâmicas e em pinturas diversas. Típico da América tropical é um pó obtido através da trituração dos frutos do urucuzeiro.

Temos também o famoso dendê, indispensável na cozinha afro-brasileira, utilizado em pratos muito conhecidos como: Moqueca, Vatapá e na fritura do acarajé.

Originário do oeste da África, especula-se que o dendezeiro tenha chegado às terras brasileiras junto com os primeiros cativos africanos à Capitania de Pernambuco de Duarte Coelho, entre 1539 e 1542, trazido pelos feitores de escravos.

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Pimenta do reino:

Muito utilizada nas cozinhas de diversos países, foi incorporada aos sabores nordestinos e hoje faz parte dos temperos que não podem faltar na despensa.

De origem indiana, era comercializada para o ocidente por mercadores muçulmanos, onde ganhou tanta notoriedade que chegou a ser utilizada como moeda.

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Folha de louro:

Indispensável no tempero da feijoada, o louro entra no cozimento dos preparos para trazer mais sabor, a folha seca é colocada inteira e deve ser retirada ao final do preparo.

Originária da Turquia, rapidamente espalhou-se pelo mediterrâneo, é usada há muitos anos para fins medicinais e como tempero em diferentes culinárias.

Muito além do feijão as folhas de louro podem se tornar um tempero-chave, realçando o sabor de carnes e especiarias em pratos quentes.

Esses são só alguns exemplos da riqueza de sabores que temos disponíveis, que juntos dão identidade a essa cozinha tão incrível.

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