O que é a Síndrome dos Ovários Policísticos?

A SOMP – Síndrome dos Ovários Policísticos – é um fenômeno metabólico que altera o processo ovulatório da mulher e, concomitantemente, ocasiona muitos outros sinais e sintomas. Esta condição hormonal acomete mais de 10% das mulheres hoje no mundo.

Os estudos apontam para o Síndrome dos Ovários Policísticos como uma das causas mais frequentes de irregularidades menstruais em mulheres em idade reprodutiva, chegando a estar disponível em cerca de 85% das queixas de irregularidades menstruais em mulheres. Hoje em dia, estima-se que 1 em cada 15 mulheres em idade reprodutiva tem SOMP.

No Brasil, segundo dados do Hospital Albert Einstein, são mais de 2 milhões de casos por ano.

Caracteriza-se como uma síndrome porque possui um conjunto de sinais e sintomas, que foram agrupados e reproduzidos por 2 patologistas americanos em 1935, pelos doutores Stein e Leventhal. Este registro histórico agrupa um conjunto de mulheres com sinais e sintomas sem denominação “Síndrome das mulheres barbadas de circo” ou Síndrome de Stein – Leventhal. Foram agrupadas como características mais importantes em comum dessas primeiras pessoas:

tríade de ovários policísticos (múltiplos folículos no formato de cistos), hirsutismo (aumento de áreas específicas do corpo, mais comumente em áreas mais masculinas), irregularidade menstrual com casos como pequenas paradas de menstruação.

Outros sintomas de irregularidade menstrual são os que chamam mais atenção, apesar de haver mulheres que não os possuem. São menstruações que não vêm dentro do período concreto e que consideram ideal (de 25 a 35 dias entre cada menstruação).

Portanto, esses pacientes com estas oscilações são menores ou maiores para o período mais investigado. A antecipação ou atraso da menstruação pode ser um forte índice de que não está havendo ovulação, e o SOMP é caracterizado por dificuldade ou ausência de ovulação (chamada de anovulação).

Os fenômenos que aparecem externamente são decorrentes do hormônio feminino na mulher e posteriormente aumentam o hormônio masculino. Desta forma, passa-se a ser frequente os sintomas externos da pele oleosa, acne, crescimentos de pelos, quedas de cabelo e principalmente, ao longo do tempo, ganho de peso.

Nesta alteração hormonal, pode-se ter pacientes que têm ovários policísticos e vão desenvolver obesidade ou mulheres que são normais e ganhar peso desenvolvem ovários políticos. Há aquelas que possuem ovários policísticos desde a infância por um recurso genético familiar e, posteriormente, ganham peso pela falta de ovulação e ao contrário, uma mulher que está menstruando e ovulando regularmente e com o peso do ovário policístico.

Para tanto, é errado o conceito de que mulheres que possuem esses sintomas são inférteis. A boa notícia é que as mulheres policísticas podem engravidar normalmente, mas o cliente que tem ovários policísticos pode engravidar em dias variáveis, ou seja, diferentes dos dias mais prováveis ​​de ovulação em mulheres com regularidade menstrual. Representa portanto uma condição de maior dificuldade, porém não de infertilidade.

Não é verdade que os ovários policísticos e os cistos de ovários são a mesma coisa. Cistos são conteúdos selecionados em áreas sujeitas a organismos. Em geral, uma mulher produz 1 cisto ovulatório por ciclo menstrual para gravação. No SOMP ocorre que vários desses folículos são estimulados e na verdade nenhum deles consegue executar o processo de ovulação completamente. Isso provoca coleções de cistos não ovulados, ou dificulta a saída de outros óvulos em ciclos posteriores.

Esta síndrome pode desencadear diabetes tipo 2 ou resistência à insulina. Como as mulheres neste caso possuem pouco estrogênio e muita testosterona, o que faz com que essas candidatas desenvolvam muita resistência à insulina. Se um paciente com este quadro não fizer nenhum controle, ele irá desenvolver com o aumento do risco de diabéticos ou com o tipo de diabetes 2.

Aumentar o risco diabético pode se tornar um fator de aumento da incidência de infarto, aumento de acidentes vasculares cerebrais e aumento da hipertensão. É uma doença muito simples em sua mulher, mas muito complexa no seu desdobramento em anos futuros, portanto, deve ser tratada com cuidado pelo ginecologista ou endocrinologista desde o momento em que se identificar.

Tratando a Síndrome dos Ovários Policísticos

No passado, a Síndrome do Ovário policístico era tratada com cirurgia, utilizando-se uma técnica qualificada para remover uma área em um formato de cunha dos ovários, por exemplo, com o avanço e as pesquisas, esta técnica caiu em desuso por não usar exercícios para um paciente.

O tratamento atual do paciente com SOMP consiste em fazer um controle metabólico do paciente, usando medidas como controle de peso e perda de massa gordurosa, atividade física, melhorias na alimentação e controle do nível de estresse dos pacientes.

Como os medicamentos aliados devem considerar a utilização de pílulas anticoncepcionais para reduzir o volume dos ovários e regularizar os ciclos menstruais e da metformina, substância que equilibra ou metaboliza a insulina e os carboidratos, diretamente relacionados ao desenvolvimento da mesma.

Até a próxima,

André Nery Feres.

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