sabrage

Eu Sabro, Tu Sabras, Ele Sabra

O “novo normal” trouxe com ele o novo clichê, inclusive o próprio clichê do “novo normal”.

Outro clichê que veio é que está sendo uma época de grandes mudanças e aprendizados. Sim, ESTÁ SENDO. Pasmem! A pandemia ainda não acabou! Mas não deixa de ser verdade só porque é clichê. Aliás, há quem diga que é justamente o contrário.

Entre mudanças, uma das mais legais foi a de tirar aqueles projetos da gaveta, que a gente nunca tinha tempo para executar. Tem muita coisa que a gente vê na internet que não dá muito valor, mas que demandam um tempo bem maior do que se imagina.

Entre aprendizados, o de – na marra e por pura necessidade – editar vídeos para poder melhorar levemente a apresentação desses projetos que antes estavam engavetados por falta da tecnologia e tempo que os permitiriam. E esse aprendizado foca bastante em fugir da possibilidade do vídeo ficar parecendo uma apresentação de powerpoint daquela época do surgimento do pacote office, que eram recheados de wordart, efeitos giratórios exagerados e sonoplastia de chicotes e arminhas de bang bang.

Assim surgiu o vídeo do assunto de hoje. Essa foi a introdução. Vamos ao conteúdo.

Sabrar virou um verbo em português já. Até porque o nome da arma branca existe no nosso idioma praticamente igual ao seu nome original.

O ato de estourar os gargalos das garrafas de vinhos espumantes com essas espadas surgiu, diz a história, com Napoleão Bonaparte, que empolgado com as vitórias nos campos de batalha mandava ver com o sabre para abrir as garrafas e comemorar seus feitos.

Assim como Napoleão, o nome continua sendo francês. Então não é sabrageM…é SABRAGE!

A sabrage, além de muito interessante e especial, demanda também muita atenção para ser feita com destreza e segurança. Por isso, virou uma série de dois vídeos no meu instagram pessoal (@joaomorandi), e vamos disponibilizar também aqui no AE, para que todo mundo possa levar essa festa para seus momentos comemorativos.

Com participação especial da rainha do vinho, Keli Bergamo (que divide comigo a coluna de gastronomia líquida aqui no AE), o primeiro vídeo traz até um breve resumo do processo de produção dos vinhos espumantes para explicar porque uma garrafa tem tanta pressão dentro dela. Se quiser saber bem mais sobre o assunto, tem post aqui no AE.

O primeiro vídeo também traz um rápido compilado de algumas sabrages que deram super certo, e algumas que deram bem errado. Coincidentemente as que deram certo são minhas e as que deram errado são vídeos de outras pessoas. (Pois é!)

No segundo vídeo, dicas certeiras para não fazer feio, num passo a passo que culmina no sabre escorregando para a glória, e a rolha voando longe, agarrada ao gargalo, que não aguenta a pressão e dá tchau à estrutura da garrafa.

Como pressão é a palavra chave, e também o que torna essa técnica perigosa, para que tudo funcione bem, preste atenção redobrada nas dicas de segurança. Ninguém quer transformar celebração em tragédia.

Ficou curioso? Se liga nos vídeos e qualquer erro de edição ou de cenário lembre-se: é proposital para dar valor de produção. Uma cara mais informal e caseira. Divirta-se!

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