Quanta história em uma garrafa….

Já parou para pensar como nascem os vinhos? Quem os produz? Seus rótulos, seus nomes?

Eu sempre imagino o que há por trás de cada um dos que provo e isso me faz entender um pouco do seu estilo e da cultura do local.

Não há nada errado em escolher um vinho pelo rótulo. Eu adoro os mais modernos, com ilustrações e isso é um bom modo de chamar atenção em meio a tantas garrafas mais clássicas.

Cada garrafa de vinho não é apenas uma porção de bebida alcoólica, mas um pouquinho da herança cultural da região. Sempre digo o quanto é importante difundir a cultura do vinho como alimento e também como um contador de histórias. Quando nós brasileiros olharmos o vinho deste modo certamente o valorizaremos mais.

Para ilustrar um pouco o que disse acima divido com vocês esse vinho que provei em Nápoles, Itália há pouco tempo.

Estávamos procurando um vinho elaborado com falanghina (uma uva branca que adoro) para o almoço e o sommelier nos recomendou esse rótulo. Disse que era um vinho de bom preço (perfeito para o almoço no meio da semana) e que era produzido por uma cooperativa local que recebeu terras confiscadas pelo governo da Camorra, a Máfia italiana. Achei demais a história e antes que ele concluísse sobre as qualidades do vinho já fizemos a opção por prová-lo.

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Não foi o melhor falanghina da minha vida mas foi um vinho que me emocionou e me contou um pouco do que a Itália fez com uma situação tão delicada que viveu.

Já pensou em tentar o novo? Buscar um vinho com uma história diferente, com alma? É essa viagem que quero ter com vocês por aqui.

Até a próxima coluna, Keli Bergamo.

 

 

 

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