GenteeeeeEEE!

Semana passada estive em uma live com Keli Bergamo, nossa rainha do wine, naquela rede das fotinhos que copia o sucesso das outras todas. Falamos de como armazenar, quais os principais cuidados a se ter e hoje vou colocar um resumão aqui.

A ideia veio porque a maioria – maioria mesmo – dos humanos acredita que tem uma adega, entretanto tem apenas um estoque de garrafas nocivo para as pobres e indefesas.

Primeiro de tudo temos que explicar que são pouquíssimos os vinhos criados para “guarda”, que é o processo de envelhecer e ir melhorando com o tempo antes de serem disfrutados.

A maioria das produções é pensada para ser consumida em 2 ou 3 anos. Não que isso simplifique o cuidado com a adega, mas isso faz com que a gente reflita que é muito bom ter um espaço bonito para nossos goró, porém, se vamos fazer uma grande compra de uma safra maravilhosa, ela pode muito bem ser armazenada dentro das próprias caixas, desde que outros parâmetros sejam alinhados.

Photo by Alexander Gamanyuk on Unsplash

O que quero dizer é: Se você olha para a sua adega particular e pensa: ” Que lindo, vejo meus vinhos, até parece uma loja…”  Cancela, que está tudo errado.

As duas piores coisas que podem acontecer ao vinho são variações de temperatura e de umidade.

O vinho deve ser mantido entre 12 e 14 graus, menos que 12 a maturação é afetada, mais do que 14 ele pode se deteriorar.

A umidade deve estar entre 50% e 60% que também é a ideal para conservar nós, humanos.  Menos que 50% pode ser que a rolha resseque e permita a passagem de ar para dentro da bebida, estragando o vinho. Já acima dos 60% pode propiciar a proliferação de fungos contaminando o produto.

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A posição de armazenagem (de forma geral) é: Horizontal para vinhos em geral, de pé para espumantes e vinhos de rosca ou fortificados como vinhos do porto.

Se sua região é muito quente, tem variações climáticas bruscas e você não pode climatizar todo um ambiente para manter seu estoque, vale a pena investir em uma adega climatizada. Para tanto é válido analisar a vibração -outro fator que afeta a qualidade do líquido- e muita atenção na hora de embutir, a maioria das pessoas se apega à estética e a consequência são adegas estragando a médio prazo, e a culpa é da falta de circulação de ar ao redor do eletrodoméstico. Agora vamos falar de outro fator crítico para nosso xodó: A claridade.

Iluminação, seja ela natural ou artificial, oxida vinhos e são frequentemente aplicadas de forma equivocada. Mesmo que as garrafas sejam âmbar, que o LED não emita calor, a luz projetada sobre os itens aceleram o envelhecimento da bebida e alteram sabor e aroma.

A melhor forma de preservar seus vinhos é exibindo os acessórios, como taças, decanters, rolhas e outras bebidas, e manter as garrafas fechadas no escurinho, bem quietinhas. Fica muito elegante ter livros, plantinhas e quadros decorando sua adega.

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Sobre os melhores lugares da casa para criar seu boteco privê, fuja de cozinhas, churrasqueiras e/ou espaços gourmet. Como aprendemos hoje com o titio, variação de temperatura é uma sentença de morte. Outro “canto” que muito comumente usado é o vão abaixo da escada – tudo bem! Contudo, não faça o móvel todo embutido, deixe-o “solto” dos degraus para não haver vibração.

Se a sua região é muito quente, vale investir em isolamento com mantas de lã de vidro ou EPS (isopor).

Apenas para ratificar que cozinha NÃO é lugar de vinho! E sabe aquelas colmeias? Aquelas mesmo que foram populares antigamente, deixa para guardar o leite das crianças, combinado?

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Photo by Alexander Gamanyuk on Unsplash

Os melhores materiais ainda são madeira, ferro e pedras naturais. Vidros são interessantes, mas não protegem o vinho, então se puder evitar, melhor.

Qualquer dúvida estamos a disposição nos comentários ou nas DM da vida no Instagram.

Beijo!

Lelo

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