Pegue seu celular, sua câmera, faça sua foto e atualize sua rede social ou guarde para você no “seu Louvre”  para admirar daqui à alguns anos, olhe para ela e relembre como estavam suas percepções no momento do click. Reviva aquele momento.

Inclusão digital transformou todo mundo em fotógrafo. Sim e não. Algumas pessoas “tiram” fotos outras “fazem” fotos. Não é a câmera,  é  a percepção. As percepções individuais são formadas por experiências,  prática,  momento da vida. “Fazer” uma foto é como fazer arte,  que agrada os olhos de quem vê.  Não é o like automático a ponta dos dedos.

Há um tempo photoshopar (retocar ou editar a imagem) parecia ser  um crime e ainda são assim para alguns puristas. Assim como quando começou a se fotografar com câmeras  digitais era “indigno”, pois o que valia era o filme. No começo dessa conversa estávamos falando de arte e sobre o que é belo,  se for assim, tudo bem editar, dar o seu toque final na sua arte.

A edição não é de hoje. Fotógrafos renomados contam que para uma foto digna de capa de National Geographic tiravam até 700 (sim, setecentas) fotos e usavam recursos limitados da era do filme para edição (sobreposições de negativos, cortes parciais, …), qual o problema de nós, mortais, tirarmos 10 e aplicar os filtros daquele programa que você gosta e então fazer a sua arte?

Photoshopar, termo que se popularizou para edição de imagens no Brasil graças a um dos pioneiros programas de edição profissional, o Adobe Photoshop, hoje pode ser feito com opções de algumas centenas de reais por mês até excelentes opções gratuitas.

Faça seu estilo em duas vias, pela escolha do tema e da edição. Use o caminho do meio, nem só tema, nem só edição. Equilíbrio. Não é sobre tornar as coisas artificiais, mas sobre deixar a arte com a sua assinatura. Uma “Monalisa” toda sua, digna do seu Louvre.

Rafael Castilha.

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