Eu estou de volta, agora com nome e rosto. Para quem tinha ficado, minimamente que seja, curioso para quem era o E. M., não precisa mais se questionar. Decidi por me identificar para que você também, leitor da AE, possa se identificar melhor. Agora sim, pego essa coluna pra mim e você também pode pegar ela para você, é nossa.

Para ser cada vez mais nossa, peço para que você faça sugestões para mim. Não conheço nem sei tudo o que acontece em Curitiba e com você, a coluna pode ser cada vez mais abrangente naquilo que se propõe a ser: uma vitrine para os eventos e locais legais aqui da nossa cidade.

No texto dessa semana, vou me preocupar com o meu e com o seu bolso. Mesmo cortando gastos, escolhendo um lugar mais barato para comer, deixando de ir ao teatro ou museu, como manter as nossas paixões em tempos de crise?

Você deve ter aquele restaurante favorito, mas é tão caro. E se não sou estudante, o cinema pode ser por ora descartado. O lazer e cultura sempre são os primeiros gastos a serem cortados quando a economia não vai bem. Mas não é o fim do mundo, Curitiba é uma cidade grande e pode oferecer para você aquilo que cabe no orçamento, sem prejudicar os gastos essenciais.

Cinema

Para começar, tendo em mente que estamos próximos do Dia dos Namorados, e que o frio que faz por aqui não dá tréguas, sugiro um cinema para aquecer a alma e descobrir novos cineastas. Para isso o

5º Olhar de Cinema

é uma excelente pedida. Com uma gama muito grande de estilos e gêneros, o Festival Internacional de Curitiba começa no dia 8 deste mês e vai até o dia 16. Todos os filmes que tiverem língua estrangeira terão legenda em português (o Festival contempla filmes de países como Geórgia, Suíça, França e muitos outros). Os ingressos para qualquer filme do Festival é 4 reais a meia e 8 a inteira. Apenas 2 lugares apresentarão os filmes, no Shopping Crystal (Espaço Itaú de Cinema) e no Shopping Novo Batel (Cineplex Batel  e teatros). Oficinas também estão programadas durante o 5º Olhar de Cinema e você pode conferir tudo no site. Corra antes que acabem os ingressos.

http://www.olhardecinema.com.br

Gastronomia

“Muita alma
nessa
hora”

– Eu me chamo Antônio

Cozinhar é bom, mas ir ao seu restaurante favorito é melhor – eu acho. Escolher a mesa, ser atendido pelo garçom que sabe seu nome “você por aqui”, não precisar olhar o cardápio porque o prato já está na mente, são coisas que pesam quando você pensa aonde ir no almoço, no happy hour ou no jantar. Melhor ainda é quando o lugar que você ama, faz promoções bacanas e para isso o

Jacobina

tem criatividade de sobra. Sempre com frases engraçadas e pratos do dia no quadro negro fora do restaurante, o local é vintage, cheio de relíquias do século passado – ou mais. As promoções são divulgadas nas redes sociais e o double de chopp chama a atenção. A comida, eu amo. Sempre ágil o atendimento é bom. Bem como o preço. Lugar ótimo para um almoço e happy hour com os amigos.

Rua Almirante Tamandaré, 1365 – Juvevê

Agora, se você busca um lugar mais aconchegante para levar a pessoa amada (conto com isso amigos), ou se você quer fazer um pedido especial, o

Bistrot do David

tem um excelente ambiente para uma conversa mais intimista. Com sombrinhas abertas cobrindo todo o teto, o Bistrot fica com um ar ainda mais poético (alguma ideia do porquê das sombrinhas estarem abertas e de ponta cabeça?). As mesas são iluminadas com velas acessas na hora em que você senta e a música é ótima – boa parte francesa. Para você ficar mais tranquilo e pedir um prato mais elaborado, sem gastar muito, digo que a rolha é livre no Bistrot do David. E como falei com uma atendente agora a pouco, a rolha é livre “e sempre será”. Você economiza na bebida e come tranquilo, com quem você gosta, num lugar poético.

Rua Fagundes Varela, 812 – Jardim Social

Museu

 Se você gosta de tirar fotos conceituais ou gosta de lugares modernos diferente de tudo o que você já viu, o

Memorial de Curitiba

pode te oferecer isso e, o que é melhor, de forma gratuita. Logo na entrada as portas de vidro estão abertas para a rua e de cara, o pé direito alto pede para ser visto. Com muito vidro, o local é iluminado pela luz do sol – quando Curitiba permite, claro. As ilustrações nas paredes são super extravagantes e até um “rio” passa pelo Memorial – desafio você a achá-lo. A escada em caracol também está lá para ser vista – tudo no Memorial é bonito e grande. As exposições do mês, como Altares da Antiga Matriz de Curitiba, Exposição “Ressignificar” e Exposição “RE-ENCONTRO” são gratuitas também. Ou seja, é um passeio cheio de arte e pode te render fotos lindas. Se você quiser, me mande!

Rua Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco

Curitiba

O Memorial de Curitiba está no centro da capital, na parte histórica da cidade. E é na frente do Memorial que acontece um dos eventos mais esperados pelos curitibanos e turistas que gostam de artesanato, objetos vintages, CDs, LPs e livros raros. Tudo isso você encontra na

Feirinha do Largo da Ordem

Se você dormir cedo no sábado você tem mais chances de aproveitar melhor, porque a Feirinha só acontece aos domingos na parte da manhã e comecinho da tarde. As barraquinhas, logo depois do almoço, já começam a ser recolhidas. E o melhor mesmo está na parte da manhã. Tem muitas barraquinhas para ver e você anda bastante. Sugiro ir com tempo e prestar atenção em tudo o que acontece, porque tem vários teatros nas redondezas e os atores saem se apresentando. Além disso, eles, muitas vezes, fazem propaganda da peça a ser atuada em poucas horas perto dali. Normalmente são peças infantis, antes ou depois da hora do almoço. Um evento para a família e amigos.

Cavalo Babão – R. Kellers – São Francisco

Teatro & Literatura

Se você percebeu, você pode ir no Memorial de Curitiba, na Feirinha do Largo da Ordem e aproveitar e terminar este passeio cheio de cultura para ir ao teatro – tudo no mesmo dia, sem se locomover muito. E neste final de semana vai estar em sua última semana, perto da Feirinha, na rua Treze de Maio a peça

 O Pequeno Príncipe – A Versão da Rosa

no Teatro José Maria Santos. Não assisti a peça mas a proposta é excelente. Segue uma parte da descrição: “A dramaturgia explora diversas linguagens, como projeções e criações audiovisuais que compõem personagens e cenários com estética futurista”. Qual será a visão da Rosa no clássico do Pequeno Príncipe? A meia entrada é 15 e a inteira 30 reais, tudo bem para um dia sem grandes gastos. E o melhor de tudo é que o Memorial, a Feirinha do Largo e o Teatro José Maria Santos estão todos no mesmo quarteirão, você não atravessa nenhuma rua para chegar em qualquer um desses espaços.

Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco

Para finalizar, quem ainda não leu O Pequeno Príncipe, sugiro e sugiro muito! O livro é leve e profundo, com frases ótimas que marcam a gente. “O essencial é invisível aos olhos”, e eu concordo.

Espero ter ajudado e tranquilizado você de que, mesmo em crise, nossas paixões podem ser vividas mesmo em tempos de crise. Aguardo o seu retorno e até a próxima.

 

Eduardo Martinesco.

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