OBESIDADE INFANTIL. Prevenção e Tratamento.

Olá mamães, papais, e criançada!!! Aproveitando que o mês de Outubro, também é conhecido como o mês das crianças, resolvi fazer um Post dedicado á aqueles que serão nosso futuro. Sendo assim resolvi falar sobre a Obesidade Infantil, que vem crescendo a cada dia. Vamos lá… 

A Obesidade é uma doença que vem crescendo assustadoramente nos últimos anos, e causando muita preocupação, a nível mundial.

Primeiramente é importante ressaltar que a obesidade não é “desleixo”, e sim uma doença, uma disfunção que causa sérios danos à saúde, inclusive pode levar a uma criança a se tornar um adulto com diversas doenças, como diabetes, doenças cardíacas e respiratórias.

No Brasil, a incidência da obesidade cresceu nas últimas décadas, e segundo os dados da Organização Pan-americana de Saúde, SBEM, entre 1975 a 1997 a prevalências da obesidade no nosso país aumentou de 8 para 13% em mulheres, de 3 para 7% em homens e de 3 para 15% em crianças. Podemos verificar então que a a prevalência da obesidade infanto-juvenil no Brasil, subiu 240% nas últimas duas décadas. Se as coisas continuarem desta forma, em 2025 teremos 35% da população adulta, com obesidade, e isso é muito preocupante.

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Diante desse quadro, podemos então pensar em impedir que isso aconteça, através do investimento na reeducação infantil, não apenas com informações nutricionais, mas também estimular a atividade física, não apenas ás crianças que estão acima do peso, mas todas as crianças.

A obesidade é causada pela má alimentação acompanhada do sedentarismo, e por fatores ambientais, além de biológicos, hereditários e psicológicos.

Seu tratamento requer um diagnóstico detalhado, orientação nutricional e mudança no estilo de vida. Uma dificuldade no meio infantil, onde as crianças terão que se alimentar diferente dos seus colegas, e aprender a dizer não a inúmeras guloseimas nada saudáveis  que o mercado oferece.

Obesidade infantil

Durante a fase de crescimento, é importante a atenção dos pais, incentivando as brincadeiras que exigem esforço físico, e o entrosamento em grupo, pois as mesmas ajudam não só no desenvolvimento físico mas também no desenvolvimento emocional, possibilitando uma maior socialização.

Uma coisa que as pessoas precisam estar cientes é que a principal causa da obesidade infantil é ambiental: alimentação inadequada e pouca atividade física, sendo menos de 5% dos casos ligados a doenças endocrinológicas. A hereditariedade por exemplo pode ser um fator de risco, mas ela só se manifesta se o ambiente for favorável.

Diante dessa observação as coisas se complicam se pensarmos que o ambiente em que vivemos no geral é extremamente desfavorável, com o crescimento absurdos de fast foods, assim como milhares de guloseimas sendo ofertadas diariamente pela indústria alimentícia. Aproveito então para fazer uma observação muito relevante: crianças podem aprender a gostar de qualquer tipo de alimento, se forem ensinadas desde cedo, até vegetais viram o prato principal. Elas não nascem conhecendo o sabor do açúcar por exemplo, logo, os pais são os responsáveis por isso.

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O tratamento e acompanhamento das crianças com excesso de peso evolve vários aspectos e e principalmente comportamental, enfocando a reeducação alimentar e nutricional, e mudanças no estilo de vida. Os pais devem ser o espelho dos filhos, logo, toda família deve participar das mudanças, facilitando assim a adesão da criança aos novos costumes.

A orientação nutricional deve ser diferenciada e de fato precisa ser prazerosa, levando a uma melhor adaptação por parte da criança. Para isso é importante também, que a mesma seja  introduzida aos poucos, sem radicalismo. O mais importante é que tanto os pais quanto os endocrinologistas trabalhem em conjunto para que a criança com sobrepeso não se torne um adulto obeso,pois uma criança obesa na puberdade tem 40% de chance de se tornar um adulto obeso, no caso da adolescência, esse chance aumenta para 70%.

O objetivo primordial do tratamento é que, no mínimo, a criança pare de engordar.

O ideal seria alterar a alimentação diária de toda a família, e introduzir os hábitos de vida saudável desde o início das vidas dos filhos, e acreditem, existe sim casos de crianças que só comem comida saudável, que por não terem experimentados esses alimentos industrializados, não os conhecem e não tem vontade de ingerir os mesmos. Mudar um hábito de vida é mais difícil do que passar aos pequenos costumes saudáveis desde cedo.

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Ao identificar o ganho de peso excessivo nas crianças, procure orientação médica. Lembrando que 10% da obesidade infantil é causada por distúrbios endocrino-metabólicos, nesses casos, sendo necessário o diagnóstico e tratamento o quanto antes.

Lembrando que assim como a oferta de alimentos pouco saudáveis cresceu, a indústria alimentícia também passou a investir em produtos saudáveis que facilitam a vida de quem busca um alimentação equilibrada para seus pimpolhos. Então, vamos aproveitar para presenteá-los com mais saúde, oferecendo alimentos do bem!!!

Beijos, Flávia Caldeira

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