O Outro: alguém além de você

Quanto de poder o outro exerce sobre você?

Ok, texto iniciado em negrito e letras grandes para falar sobre um assunto que me incomodou – e ainda incomoda – muito e provavelmente a você também: o poder de outras pessoas sobre as suas decisões.

Quando publiquei meu primeiro romance – dois meses e meio atrás – eu também decidi transformar meu insta pessoal em algo além de, bem, um insta pessoal. Criar uma marca com o intuito de chamar a atenção para os meus textos, hábitos de leitura, rotina… E, quem sabe, conseguir um patrocínio ou uma editora para meus futuros livros.

Foi só nesse momento que eu percebi algo que minha psicóloga já me falava há tempos – e que eu convenientemente ignorava: eu dava muita atenção aos que os outros pensavam de mim.

Entre meus primeiros pensamentos quando comecei nessa vida de blogger estavam:

-Não quero ser chata ou cansativa.

-Voz forçada não é uma opção.

-Tudo para não ser motivo de chacota.

“Faça algo legal!”

No meu último post, eu escrevi sobre como eu tinha problemas sendo “fora da média” e como esses problemas me motivaram a sempre permanecer silenciosamente confortável ao invés de chamar a atenção para algum talento ou algo legal que eu fazia:

“Mas isso não é nada”

“Pff, está exagerando, qualquer um faz isso”

Ademais podem perceber, sempre que você faz algo incrivelmente bem, alguém vem e diz para você que também faz: não importa se a pessoa nem viu seu trabalho: ela faz melhor. Isso na sua vida toda.

Então, quando eu decidi dar esse passo – mais difícil do que publicar o livro – eu fui cheia de dúvidas: Crio um instagram profissional? Posto quantos stories por dia? Posto quantas fotos por semana? Tudo preocupada com o que as pessoas achariam; cheguei em algumas conclusões interessantes:

1 – Ninguém está realmente preocupado com o que você posta ou deixa de postar: cada um está focado na sua própria vida.

2 – Seguindo muitas profissionais de marketing digital eu aprendi que o número “legal” de stories por dia é 10 – como eu não tenho nem criatividade, nem paciência para tanto, eu fico nos 2 e tento religiosamente postar todos os dias.

3-Se você optar por usar seu insta pessoal, algumas pessoas vão começar e outras deixar de te seguir – foi de longe a pior parte das lições por causa do meu medo de rejeição, mas pensa comigo: ali nos seus 1000 seguidores, quem realmente importa? Eu sei quem não vai deixar nem se começar a postar as coisas mais sem noção do mundo porque essas pessoas me conhecem ALÉM DA REDE SOCIAL. Mudar meu insta não muda quem eu sou.

Tradução: “Esse é o sinal que você estava procurando”

Mas estou fugindo do assunto: Apesar da internet ter dado muito mais voz à coisas boas como lutas pelo autoestima, artistas independentes, possibilidades de negócios e vendas… Ela também trouxe à tona grande quantidade de veneno humano: antes um boato se espalharia para poucas pessoas, hoje centenas de milhares podem ter acesso com um mero click.

Toda essa informação nos faz questionar o que postar, quando postar e isso é ótimo!

Eu sempre digo que pensar no que se posta é uma dupla atitude: você gostaria de ler isso? Pode ajudar alguém?” e, mais importante: “você está confortável em compartilhar esse seu lado com as pessoas?”

Caso a resposta for sim: manda bala. Por outro lado aí começa uma terceira questão: Você está pronto para quem não concordar com você? Você está pronto para as críticas? Se não, volte duas casas e repense o que vai postar.

Sim: o outro é medida importante quando você trabalha na internet, mas ele não pode dominar sua vida a ponto de paralisar um projeto seu. O que eu aprendi publicando meus textos vai muito além disso: eu reanalisei um lado meu que NUNCA achei problemático e senti na pele como seria estar do outro lado.

Logo meu recado para esse post é simples: se o outro controla sua vida… E não importa quem seja o outro: mãe, pai, amigo, irmão, vó, tio, pessoa virtual. Reveja sua atitude perante isso. Eu tive e ainda tenho sérios problemas com aceitação, mudar isso é muito difícil, mas tem se mostrado interessante a longo prazo.

O que você poderia conquistar se apenas se permitisse fazer o que deseja? Sem interferência do outro?

 

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