O namoro acabou e não sei mais quem sou!

Se você se interessou pelo título deste texto e decidiu lê-lo, provavelmente já passou por uma situação parecida ou conhece alguém que já vivenciou; ou então, começou a perceber que não se reconhece mais (não sabe exatamente do que gosta), mesmo namorando. Mas hoje, vou focar nas duas primeiras hipóteses, ok?!

Vamos por partes:

O namoro acabou. Dói né?! É uma dor que chega a ser física (forma uma “bolo” na garganta, um aperto no peito, às vezes cefaleia e falta de apetite) não é mesmo?! Sofremos pela ausência do outro, pelos sonhos que não serão concretizados com aquela pessoa, e principalmente, sofremos pela rejeição (a dor da rejeição corrói a alma!). É clichê, mas não há outra forma de dizer: Acalme-se! Essa dor VAI PASSAR!

Faz parte da vida, nos depararmos em algum momento com um relacionamento amoroso que chegou ao fim. E não é porque o relacionamento chegou ao fim, que a sua vida (também) vai acabar, como você deve estar pensando/sentindo.

A sua vida não acaba junto com o seu relacionamento, o que geralmente acontece é que deixamos de enxergar as possibilidades e situações que ainda iremos viver. Mas, acredite, existem perdas muito piores e realmente insuperáveis.

Existe sim vida após o fim do namoro (ou noivado ou casamento) e para você começar a enxergar isso, você vai passar por algumas fases de luto (sim, é uma forma de luto o fim de um relacionamento), que estão detalhadamente e divertidamente descritas no livro “Manual da Fossa”, transcreverei o resumo dessas fases:

1- O choque.

A pessoa terminou com você. Seu coração disparou, você imagina que a vida acabou e que nada vai fazer sentido de novo. Muita gente nem consegue chorar na hora de tão assustada que está, é a famosa sensação de morte com desmaio.

2- O chororô.

Você chega em casa e só quer chorar, se sente tão triste que nem consegue ir a cozinha pegar um copo d’água. Todos aqueles planos profissionais, viagens, vão por água abaixo. Isso pode durar uns dias e quem vive mais intensamente tende a chorar bastante.

3- Os amigos e família.

Não ache que todo mundo está achando ok essa situação. Se você tem pessoas que te amam por perto, é capaz de vê-las tristes por você, mas também com uma certa raiva de quem te deu um pé.

Entenda que as pessoas não querem te ver mal e acabam descontando essa aflição em palavras não muito lindas sobre o ex ou a ex.

4- Ouça as pessoas.

Por mais que seja difícil ser rejeitado, tente ouvir as pessoas próximas a você. Aquelas que você realmente confia. Alguns conselhos podem não ser bons,  mas ouça aqueles que vem para o seu bem.

Ah! Lembre-se, os conselhos que mais te deixarem nervoso/a ou te incomodarem mais – infelizmente ou felizmente – são os mais sinceros.

5- Não seja vítima.

Por mais triste que você esteja, não se faça de vítima total da situação.

Não, não quero dizer que você é culpada/o, quero dizer que as pessoas não podem ter pena de você. Muito pelo contrário. Ache aquela força do amor-próprio lá no fundo da alma, mas ache!

Você precisa dela para não ficar se lamuriando com todas as pessoas que você encontra pela frente, principalmente amigos e família do/a ex. Tome um pé mas se mantenha uma pessoa que os outros se interessem e não que tenham pena.

6- Redes sociais.

Pare com a vitimização (mais uma vez), com frases de auto ajuda, com pedidos de socorro. Isso é um desagrado que você vai fazer na sua autoestima (outra coisa que não é bacana ficar postando é que você está super-ultra-mega-feliz e se divertindo pra caramba, porque fica nítido o seu desespero).

Se não tem algo legal para postar, NÃO poste. Sério. Tô falando sério. Parou.

7- Pare de seguir quem te faz lembrar a pessoa e pare de seguir a pessoa.

Isso aí, para que ficar se torturando e vendo tudo aquilo que vai te fazer sofrer? Não, não pode. Também não aceito os dizeres de que você quer ver para ter certeza de que aquela pessoa é péssima. Unfollow já!!!

8- Aceite começar uma rotina diferente.

Aos poucos vá saindo com os amigos (sem encher a cara), vá aceitando novos caminhos no dia a dia. Aos poucos. Não se apresse. Essa pressa de ficar bem logo sempre vem seguida de uma recaída. Fique tranquila, as coisas vão se ajeitando aos poucos.

9- Faça alguma mudança no visual, mas que não seja radical.

Tome um tempo pra você. Coloque a depilação em dia, pé, mão, cabelos hidratados porque aqui ninguém é vítima. Você vale muito!

10- Se no meio tempo quiser fazer terapia para tratar do trauma que ainda ficou, ótimo.

Se quiser fazer acupuntura, ótimo. Ir à igreja, ótimo. Estudar Kabbalah, ótimo também. Meu conselho aqui é: se espiritualize. Vá profundamente e volte muito melhor e querendo coisas e pessoa melhores!

11- Finalmente se abra.

Não fique com a sensação de que todo mundo vai te fazer sofrer, isso não é verdade. Procure nunca falar do seu fim trágico com fulano que você vai sair. Seja leve, procure falar de coisas interessantes. Desde quando ex é interessante? Rs

Agora, vamos para a segunda parte do título:

não sei mais quem sou.

Aproveite o fim do relacionamento e avalie o que VOCÊ pode fazer diferente para que, caso ocorra um novo término, você seja capaz de iniciar um novo ciclo cheio de possibilidades sem tanto sofrimento.

Uma coisa que eu SEMPRE falo quando atendo casais é que em relacionamentos, as pessoas não são metades que se completam, são inteiros que se transbordam.

Explico que nos relacionamentos amorosos, a matemática é meio diferente, porque nos relacionamentos 1+1 não é igual a 2 como aprendemos na escola. Nos relacionamentos 1+1=3. Como? Muito simples! Cada pessoa precisa viver sua individualidade, não se anular e concomitante à “vida individual” de cada um, também tem a “vida do casal”.

Por isso é tão importante que VOCÊ trabalhe constantemente sua autoestima (tem um texto falando sobre ela aqui), que você esteja em constante conhecimento de si mesmo e viva momentos com amigos e/ou amigas. Afinal, se você tiver somente momentos com a “pessoa amada”, o que você terá para contar de novidade para essa pessoa? Como sentirão saudades um do outro?

Quando a pessoa vive apenas a “vida do casal”, tende a não saber mais os próprios gostos, os próprios desejos, e tende também a se anular… E pense aí, conviver com uma pessoa “nula” é legal? Imagina se essa pessoa for você?! =0

Independente de estar só ou estar num relacionamento, por gentileza lembre-se:

A vida é maravilhosa, e as oportunidades são infinitas (afinal você pode cria-las também!). Temos MUITA coisa para fazer, para descobrir, para amar, para aprender e também para evoluir…  E, quanto mais evoluímos, mais aprendemos com a vida a importância de amar, em primeiro lugar, a nós mesmos. Para só então permitir que outra pessoa ocupe algum espaço em nossas vidas!

Fique bem, um grande abraço e até o próximo mês!

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