(O meu outro primeiro amor)

Eu tenho um “outro primeiro amor”.

Sempre ouvi que na vida nós só temos um “primeiro amor”, mas eu discordo e vou explicar o porquê.

Eu soube disso no momento em que ouvi uma voz diferente, parecia um trovão, mas ao mesmo tempo tinha uma melodia incrivelmente confortadora. Depois, dia após dia fui confirmando isso. Cada chamego, beijinho e colo confirmava que sim, ele era meu outro primeiro amor e eu sabia que era dali para a vida toda. Logo eu aprendi que poderia chama-lo simplesmente de PAI.

Conforme fui crescendo, descobri também que eu o admirava. Então além de ser meu amor, ele passou a ser também meu herói.

Não importa o quão difícil fosse abrir um pote, ele sempre conseguia – e ainda hoje me socorre quando eu tento insistentemente abrir e não consigo. Sacolas pesadas, caixas desajeitadas, deixa para o meu pai, ele SEMPRE consegue.

E mesmo tão forte, sempre foi sensível o suficiente para rir das minhas peripécias e aplaudir cada vitória minha, do meu primeiro passo à conquista da minha carteira de motorista, da minha formatura do pré-escola ao recebimento da minha carteirinha da OAB.

Nunca importou com o tamanho dos meus sonhos, apenas sempre esteve lá, me apoiando e demonstrando demasiado orgulho das minhas conquistas.

O meu outro primeiro amor tem uma cara de bravo que só vendo. Mas eu suponho que seja apenas porque ele tem que se esforçar para o coração ficar dentro do peito, porque nunca vi nada tão grandioso.

É clichê, mas define facilmente: ele é o melhor pai do mundo, é meu porto seguro, meu herói e até hoje eu acho que ele tem superpoderes, e o maior deles é simplesmente o fato de ser MEU PAI.

Meu pai é o melhor cozinheiro que conheci, faz o melhor churrasco do mundo e sente o maior orgulho disso.

Não posso deixar de mencionar a dupla imbatível que forma junto com minha mãe. São áses em descobrir o que eu preciso, o que eu quero e também o que já tentei omitir.

Me ensinou gostar de música, futebol e cerveja. É meu parceiro pra risada sem motivo e para me fazer erguer a cabeça quando a vida insiste em tentar me deixar pra baixo.

Temos aquela piada interna e nosso código é um assovio. Temos tanta história juntos que nem todo o tempo e espaço poderiam definir esse meu outro primeiro amor.

É minha fortaleza, é meu orgulho, porto seguro.
É meu pai!!
Amo você meu nego. Desde sempre e para sempre.

Feliz dia dos pais!!

Dedico a meu pai João Roberto, a meu irmão, que agora também é pai, Jean Augusto, ao meu sogro Gilmar, aos pais desse mundo afora e às mães, que por vezes se encarregam também desse papel e o desempenham de maneira irretocável.

Com amor, Jana.
@jannacamposp

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