O importante papel dos pais no momento de pandemia

Bem, como TODOS sabem e devem estar exaustos de saber, nos encontramos, enquanto humanidade em um momento completamente crítico, de isolamento e de muitos cuidados… Mas, antes que você desista de ler esse texto, esclareço que não é sobre a pandemia que eu vou escrever, CALMA! Até agora foi só a introdução. Eu inclusive vou começar relatando uma conversa que tive meses antes disso tudo acontecer…

Talvez você não saiba mas estou há alguns meses sem escrever pro AE porque tive um bebê e tenho me dedicado quase que integralmente a ele. Eis que num dia qualquer eu contei que muito mais do que colocar músicas para o meu filho escutar (para dormir e/ou para entreter) eu canto para ele, e a pessoa me respondeu com um misto de susto e dó: “Coitado do menino!”

Aqui vou abrir um parenteses, quem me conhece sabe que o talento que eu menos possuo é o de cantar afinadamente, minha voz não serve para cantar, mas mesmo assim sempre me arrisquei e vou continuar me arriscando a cantar para o Heitor. Porém não é pra falar da minha voz que eu resolvi escrever, a reflexão a que esta conversa me levou foi sobre o modo como as facilidades proporcionadas pela tecnologia nos afastaram de nós mesmos e de nossos filhos… Afinal, como é possível alguém pensar que para um bebê pode ser melhor escutar músicas gravadas em estúdios e por pessoas que sabem cantar, mas cujas vozes não lhes representa nada ainda, do que a voz da própria mãe, que é o primeiro e talvez único som que ele escutava quando estava protegido dentro do útero?

E aí que entra o presente momento de quarentena em que pais se desesperam com a pergunta:

O que é que eu vou fazer com o(s) meu(s) filho(s)?

e para o qual muitos cederão sem pensar duas vezes ao uso excessivo de tablets, smartphones e televisão, devido a este pensamento de que os filhos não gostam e não gostarão de brincar com seus pais, de criar brincadeiras, de ficarem ociosos, e etc.

Os textos que li com conselhos como este que pretendo dar me levaram à lembrança de quando faltava luz na minha infância e que éramos obrigados a criar brincadeiras e atividades. Estas lembranças ocupam um lugar muito especial na minha vida, mais do que dos infinitos dias de brincadeiras normais (com luz), era um momento em que meus pais se desligavam de afazeres e da televisão para estarmos unidos esperando a luz voltar, mas dava até tristeza quando ela voltava.

Este momento não é de falta de luz, mas pode ser também uma oportunidade única de estreitarmos os laços e criarmos memórias bonitas e felizes em nossos pequenos!

Em uma pesquisa rápida encontrei diversos sites com dicas de brincadeiras simples, vou deixar aqui o que eu mais gostei mas a ideia é exatamente buscar na memória e na criatividade, tanto dos adultos quanto das crianças, Albert Einstein disse que “A criatividade é a inteligência se divertindo”, bora colocarmos a nossa e de nossos filhos para brincar!

Desejo que você passe por este momento com plenitude e que consiga fazer a si mesmo e a outros feliz em meio a todo este caos!

Fica a dica: https://www.tempojunto.com/2015/05/15/30-brincadeiras-simples/

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