Novidades nos Vinhos do Chile

O consumo de vinhos no Brasil ainda é muito pequeno se comparado ao de outros países mas, mesmo em nosso mercado relativamente jovem, temos dados estatísticos muito confiáveis.

E desde sempre o Chile domina os números por aqui. Além de ter favorecimento pelas regras do Mercosul, o país caiu no gosto dos brasileiros por seus bons vinhos (alguns nem tanto) mas principalmente pela grande oferta no mercado.

Para se ter noção, dados recentíssimos de junho de 2018 da Ideal Auditoria de Importação mostram que 43,6% do vinho que entra em nosso país é chileno. O segundo colocado é Portugal com 16,1%., que recém roubou essa posição da Argentina.

Bom por isso é importante estar sempre atento para saber o que está adquirindo. Já falamos aqui que existem ciladas nos vinhos chilenos, mas também há muita coisa bacana para conhecer

E mais importante ainda é entender as informações que o rótulo traz, ainda mais agora que algumas modificações estão chegando:

Como a gente se recorda dos livros de geografia, o Chile é uma tripinha..Um país longo e estreito. São diversas regiões produtoras e muitas delas tem áreas que vão dos Andes, passando por regiões bem centrais e mais baixas chegando a Costa do Pacífico. A nova demarcação leva em conta tudo isso. Explico melhor:

O Chile está refazendo seu mapa vinícola. O projeto, encabeçado pela associação Wines of Chile, já está em andamento e deve ser finalizado em 2.020.

Os chilenos concluíram que a influência das cordilheiras e do Pacífico é determinante para seus vinhos. subdividindo as zonas vinícolas de acordo com essas interferências geográficas.

Nada mudou nas divisões de norte a sul, nas uvas permitidas ou na forma de produção. O que se quer é apenas fragmentar as zonas atuais em virtude das marcantes diferenças de terroir Vinhos muito distintos são produzidos na mesma região e isso vai ficar melhor delimitado dessa forma.

 

Valeu pela aula de geografia, Keli! Mas o que significa na prática isso quando eu for escolher meu vinho chileno??

Bom… Primeiramente é bom começar a observar essas palavras nos rótulos – muitos produtores já vem utilizando essa demarcação.

Dentro de suas regiões preferidas podem aparecer essa nova classificação.

Os vinhos dos Andes, representam vinhos com maior acidez, mais elegância frutas mais contidas. Típicos de áreas com grande exposição solar e amplitude térmica notável.

Os vinhos Entre Cordilheiras são os que vem da região mais baixa (menor altitude), com menor amplitude térmica. São vinhos mais potentes, alcoólicos e frutados.

Já os vinhos da Costa, onde costumeiramente no Chile se plantam uvas brancas, originam vinhos alta acidez e elegância. Isso se deve a exposição ocidental dos vinhedos bem como à corrente de Humboldt, que dá uma bela refrescada no pedaço.

Vale se atentar a essas novas denominações na hora de comprar, pois as diferenças são bem evidentes.

Aqui um Cabernet Sauvignon que adoro e que já traz no rótulo a sua origem: Maipo Valley Andes. E como de se esperar, é um vinho extremamente elegante e com bom potencial de guarda. O Espino Cabernet Sauvignon é importado pelo Grupo Olivetto e custa em torno de R$ 109,00 no Serafinni em Londrina.

Espero que tenham gostado!

Até a próxima coluna, Keli Bergamo.

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