“Mas assim eu vou frustrar meu filho…”

Como ontem foi o dia das crianças, seguirei a mesma linha do ano passado (texto AQUI) e escreverei sobre os pequenos. Ou melhor, sobre o processo de educação deles. Muitos pais na tentativa de proporcionar o melhor para os seus filhos, acabam se perdendo no estabelecimento dos limites e restrições, e com isso surge um ciclo de urgências diante de tantas satisfações imediatas.

Quando algum desejo é privado, nasce a frustração e muitos pais não conseguem administrar bem esse sentimento. Seja por dificuldade em encontrar o momento e a maneira certa de conduzir os limites, ou por falta de conhecimento da importância da frustração.

A capacidade de tolerar a frustração é importante para o ser humano, e o modo positivo ou negativo de lidarmos com ela é determinado justamente na infância!

Os “nãos” recebidos na infância são a preparação para situações que devem surgir ao longo da vida. Na vida real nem sempre as coisas saem como o planejado ou o desejado.

Devemos reconhecer nossos limites e aceitarmos a própria impotência diante da vida; afinal, na vida nem tudo funciona exatamente da forma esperada e da mesma maneira o tempo todo. E aprender a lidar com a frustração é uma boa maneira de superar e enfrentar eventualidades da vida, que em nada se relacionam com algo pessoal, mas que simplesmente fazem parte dela.

A maneira como lidamos com essa realidade é que irá fazer a diferença entre quem sofre ou quem se desenvolve de uma maneira saudável. Pessoas com baixa tolerância à frustração geralmente são impacientes, impulsivas e com tendências a explodirem facilmente, inclusive de forma violenta.

Entendeu porque desde cedo devemos ajudar as nossas crianças no exercício de tolerar a frustração?! É isso que irá favorecer o desenvolvimento das habilidades sociais, busca de alternativas e criatividade no enfrentamento de eventuais dificuldades.

Portanto, estabeleça limites claros e objetivos, mostre abertura ao diálogo, com paciência, atenção e carinho; e caso seja necessário, busque ajuda de uma psicóloga para maiores orientações.

Ah! Não se esqueça de se atentar para a coerência entre sua fala e suas atitudes. Como diz um antigo provérbio: “As palavras convencem, mas os exemplos arrastam”. E são esses (bons) exemplos que proporcionarão ferramentas internas para as crianças, necessárias a situações da vida, que mais adiante elas poderão enfrentar com autonomia e coragem; e poderão se tornar adultos mais habilidosos, criativos para lidar com as diferenças e circular entre conquistas e fracassos.

Um grande abraço e até breve, Thays.

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