Eu gosto de começar meus posts com perguntinhas que nos levem a refletir sobre o tema do mês. Hoje eu aproveitei as perguntas de uma das Colunistas do AE, a Adriana Visoli (link do post dela no fim do texto) para trabalhar com a necessidade de pausa, de “parar” mesmo. Prontos? Vamos começar:

.Quem sou?

.Como me Sinto?

.Eu penso de que maneira?

.Qual meu comportamento?

.Como quero ser?

As respostas às perguntas acima se confundiram mais do que o normal na minha cabeça no último mês.

Pressionada, desesperada e cansada, tive uma das piores crises de fadiga da qual  me  lembro juntamente com pressão alta,  glicemia variada, foco e raciocínio abalados, visão turva e minha irritabilidade e tristeza, essas foram as piores, subiram a graus inimagináveis para uma mera adolescente.

De acordo com a minha psicóloga, eu estava me matando para alcançar meus sonhos e não estaria viva ou consciente quando eles chegassem, não se continuasse daquela maneira.

De maneira forçada eu tive que parar. Meu período sabático foi o feriado da independência: cinco dias de sono, descanso, séries, livros, exercícios leves e nada de escola ou dieta. Meu período de autossabotagem seria definitivamente encerrado ali e funcionou. Cá estou no 120%.

Mas o alerta aqui é outro, e serve para quem estiver passando pelo período de vestibulares ou qualquer outro momento estressante.

Primeiramente, eu sou só uma menina de 17 anos que escrevo mensalmente para uma revista virtual e divido o resto do meu tempo entre estudos, academia, vestibulares e um livro que estou escrevendo. Cheguei a um ponto em que todas essas atividades tomaram lugar de maior destaque na minha vida do  que minha saúde, consciência ou minha essência.

Quando me cansei a ponto do meu corpo ter que entrar em “curto circuito” para parar. Eu me recuperei, mas não foi só isso, foi necessário iniciar um novo processo. Minha alimentação? Digamos que parei de me torturar com calorias e comecei a controlar desejos. A escola? Eu tento me manter afastada quando estou em casa.

Os posts bem como meus livros? Eu escrevo o que vem no meu coração. Isso não mudou.

Logo no mês de prevenção ao suicídio, eu experimentei o desespero que metade da população passa diariamente porque não consegue se enxergar, se expor, procurar ajuda ou se ajudar.

Tudo isso era Drama? Lindo, eu sou uma adolescente dramática sim, mas o que eu passei nessas duas últimas semanas foi puro esgotamento, então não julgue minha dor ou a do coleguinha, você não sabe pelo que estamos passando.

Por último, o meu recado vai para todo mundo que está passando pelo mesmo que eu: Pare de ser seu próprio inimigo, de pensar que a única coisa que você não estudou vai cair, que você sempre tem que ir além!

 Se morrer antes do belo dia da prova, aí sim você não será capaz de nada. É só uma prova/reunião/entrevista e o seu futuro, literalmente, está dentro do seu peito batendo desesperado e pedindo para você parar. Vai ouvir ele agora? Ou quando estiver em uma cama de hospital lutando pela vida?

*Aqui eu deixo meus agradecimentos especiais a todos que me ajudaram nesse período:  Minha família, minha psicóloga, minhas amigas, meu anjo da guarda e até meu próprio corpo.

Obrigada a todos vocês. Eu sou eternamente grata por estarem na minha vida.

Link do Post da Adriana.

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