H1N1 o que é? O que devo analisar?

Olá pessoal,
Hoje, Dia Mundial da Saúde, resolvi falar um pouco a respeito da H1N1, doença que vem causando um alvoroço nos hospitais, mídias e na vida das pessoas nos últimos meses, principalmente na região de São Paulo, onde moro e atuo.

Pois bem, trata-se de uma doença que é transmitida por um novo tipo de vírus, da mesma família do vírus da gripe comum. Sendo assim, os sintomas são parecidos, como:

» Febre alta
» Tosse
» Cefaléia
» Mialgia
» Dor de garganta
» Cansaço
» Vômito
» Diarréia

A transmissão acontece de pessoa para pessoa através de troca de secreção em tosse ou espirro por exemplo.
Possui período de incubação de 3 a 7 dias, ou seja, tempo que leva para o surgimento dos sintomas desde o primeiro contato.

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Esse ano a gripe H1N1 chegou mais cedo no Brasil. Em março de 2016 o número de casos só no Estado de São Paulo superou o número de casos ocorridos em todo o Brasil em 2015, sendo 260 casos, para 141 em todo país.

Posso dizer, com conhecimento de causa, que o medo está levando a saúde ao caos. As filas de atendimento nas unidades de saúde estão gigantescas em SP e região, onde atendo. Vejo diariamente dezenas de pessoas que não deveriam estar ali. Mães com crianças de colo que procuram atendimento devido à congestão nasal juntamente de  adultos que apresentam apenas tosse. É bom lembrar que em meio à tantas pessoas que não tem doença, ali também tem pessoas contaminadas, logo, é muito mais prudente analisar um pouco, antes de recorrer a um hospital repleto de vírus e bactérias. Nós profissionais de saúde tentamos nos proteger com vacinação e uso de máscara e, mesmo assim, estamos suscetíveis à adquirir uma enfermidade, mas é nosso trabalho e dever zelar pela saúde alheia. Quem nunca teve um simples resfriado na vida? Pois bem, vamos ser um pouco mais sensatos e menos midiáticos, para assim preservar a própria saúde.

O grande problema da H1N1 são as complicações respiratórias, como a insuficiência respiratória que pode levar o paciente à morte se não tratada imediatamente. Nos demais casos, no geral, não precisa ser feito o uso de antiviral, e em alguns casos o médico irá analisar a necessidade do mesmo.

PREVENÇÃO

»» Evitar contato próximo com pessoa infectada
»» Lavar sempre as mãos com água e sabão
»» Não compartilhar utensílios de uso pessoal
»» Evitar frequentar lugares fechados e aglomerados, como hospitais, com pessoas infectadas

VACINAÇÃO

»» Crianças acima de 6 meses até 5 anos
»» Idosos maiores de 60 anos
»» Gestantes
»» Portadores de doenças crônicas como bronquite e asma
»» Profissionais da área de saúde

OBS: esses são os critérios para vacinação na rede pública, caso tenha interesse em se vacinar e não se encaixe nesses perfis acima, a vacina pode ser adquirida em unidades particulares. Lembrando que, mesmo tendo sido vacinado no último ano, é extremamente importante que a pessoa tome uma nova vacina neste novo ano devido a “mutação” do vírus.

E não se esqueça, prevenção, assim como a vacinação são as formas mais eficazes de se manter longe da doença.

H1N1

Todos juntos contra o H1N1!

Beijos, Flávia

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