Há poucos dias chegou ao Brasil o já tão esperado jogo de realidade aumentada Pokemon Go, disso todo mundo já sabe. Que o jogo está causando um debate nas redes sociais, e que este debate é proporcional ao número de crianças, adolescentes e adultos jogando por todos os lados acredito que vocês já saibam também…

Jogos que antes causavam isolamento e inércia, agora são substituídos por este que implica interação e movimento, já que os jogadores precisam caçar monstrinhos através de dados do google maps. E isso, é uma vantagem em relação aos outros jogos que precisa ser levada em consideração.

Oras, se o jogo não é exclusividade de crianças e adolescentes qual o motivo deste texto? Respondo: O motivo é que crianças e adolescentes possuem pouco controle sobre o vício que o jogo pode e costuma causar. Sendo assim, ficam responsáveis por controlar o uso do aplicativo os pais, que são responsáveis de fato por organizar toda a rotina dos filhos, dando a eles condições de realizarem isto com autonomia na vida adulta.

Existe uma corrente que defende a privação por parte dos pais, e aí todos conhecemos aqueles que proíbem o uso, consumo e acesso de tudo o que pode causar algum mal para a saúde física e mental dos filhos. Por exemplo, tem aqueles pais que levam os filhos em festinhas de aniversário com lanchinho, para que se abstenham de refrigerantes, doces e frituras… Querer impedir o filho, criança e/ou adolescente de instalar e jogar o Pokemon Go me parece a mesma coisa.

Te confundi? Calma, já explico… Como sempre, a função dos pais a ser exercida com excelência encontra-se no caminho que vai demandar mais atenção e tempo, que é: Permitir que os filhos instalem e joguem, porém controlar o tempo empregado com o mesmo.

Pesquisas recentes e que estão em constante construção já permitem que apliquemos o termo “dependência de internet”, normalmente causada pela necessidade excessiva de permanecer conectado, com frequência, jogando. No entanto, pouco se sabe ainda sobre qual quantidade de tempo gasto jogando pode configurar dependência. Contudo um termômetro bem simples, e que responde à pergunta que possivelmente surgiu na leitura do parágrafo anterior é: Quando não há prejuízo em outras áreas e tarefas do cotidiano tudo está sob controle. Ou seja, desde que toda a rotina de deveres, sono, higiene pessoal, alimentação e lazer seja preservada os filhos podem entrar na modinha do jogo sim!

Só lembrando que é papel dos pais estipular e controlar a realização desta rotina e que fazendo isto estarão preparando os filhos para lidarem com as novidades que surgirão e organizarem-se no futuro com autonomia, sendo essa a lição que mais importa a longo prazo.

Leia também...

Deixe um comentário