Estresse também é coisa de criança…

Segundo a definição de estresse encontrada em http://www.significados.com.br/estresse/ a palavra “estresse” tem origem na palavra inglesa “stress”, que significa “pressão”, “tensão” ou “insistência”. Pode-se definir estresse como um conjunto de reações fisiológicas necessárias para a adaptação a novas situações.

Contudo, essas reações orgânicas e psíquicas podem provocar desequilíbrio no organismo se forem exageradas em intensidade ou duração.

O estresse pode ser desencadeado por estados emocionais negativos e positivos, sendo a adaptação ao meio o objetivo final do processo. Ás vezes, temos a falsa ideia de que estresse é “coisa” de adulto, porém não raro estamos encontrando crianças com sintomas de estresse, que muito se assemelham aos sintomas apresentados pelos adultos, mas que muitas vezes não são reconhecidos pelos adultos como tal e podem ser confundidos com outros sintomas ou mesmo com falta de educação, “piti” ou crise de birra.

Se entendermos estresse como uma reação do organismo a um evento que provoque desequilíbrio e/ou ameaça ao bem estar, podemos dizer que o estresse nem sempre é negativo, ou seja, é uma reação de alerta do organismo que pode nos ajudar a reagir diante de algumas situações sentidas como ameaçadoras. Porém se este organismo permanece por muito tempo sob efeito desta ameaça ou desequilibro e não consegue adaptar-se a situação geradora do estresse, passa a se ressentir de várias formas, podendo aparecer sintomas como: baixa imunidade e aparecimento de doenças, insônia, medos diversos, dores sem origem orgânica, irritabilidade, agressividade e cansaço (normalmente desproporcionais as situações vivenciadas), retraimento, oscilações de humor, mudanças no apetite, perda de interesse por atividades antes apreciadas (escola, brincadeiras, passeios), alterações intestinais, dentre outras. Podemos dizer que um indivíduo estressado apresenta alterações psicológicas físicas e comportamentais.

As crianças, assim como os adultos, também vivem pressões, frustrações, conflitos advindos de mudanças ou de situações reais, como perda de um ente querido, troca de escola ou de cuidador, experiências de separação conjugal, nascimento de irmão, doença, adoecimento de um dos pais, acidente, dificuldades relacionadas à escola ou aos colegas de escola, ou pressões (obrigações) sentidas como uma exigência a qual ela não consegue reagir ou “cumprir”, competição, ambiente hostil, e de forma mais grave abuso físico ou sexual. Também pode sentir se estressada por situações imaginadas (e se os pais morrerem?, se eu for abandonada? se entrar ladrão? se o carro bater? se os pais se separarem?)

Precisamos entender que o que é estressante para uma criança, nem sempre é para nós ou para outra criança, a experiência com determinadas situações é subjetiva, ou seja, sentida por cada um de forma particular… assim uma separação conjugal pode ser experimentada como um alívio por um dos filhos, pois “dá fim as brigas”, enquanto para outro pode significar um evento carregado de medo, raiva ou culpa, desta forma tornando se evento estressor.

Todas as crianças experimentarão em algum momento da vida situações de estresse, a forma de enfrentamento das mesmas, o tempo a que são submetidas a essas experiências e o apoio que receberão do meio (pais, escola, profissionais, etc.) é que diferenciará o impacto desta situação em seu organismo, em sua psique e em seu comportamento.

Precisamos aprender a reconhecer essas alterações comportamentais da criança, identificar os fatores que estão provocando tais alterações (tarefa que nem sempre é fácil), e ajuda la a identificar formas de reagir aos eventos estressores.

Isso pode durar certo tempo, e exige investimento particular, cuidado, paciência e compreensão. Também precisamos entender que nem sempre uma atividade que a principio é relaxante para mim, vai ser para o outo… Desta forma, passear no shopping pode ser altamente relaxante para alguns, para outros (me incluo no outros kkk) uma incansável experiência de tortura, elevando o estado de estresse.

Desta maneira fica difícil aqui fornecer dicas para lidar com o estresse da criança, uma vez que essa é uma experiência particular e a forma de conduzi la também será muito particular.

Pode-se dizer que compreender o evento estressante e tentar ajudar a criança a encontrar formas saudáveis de lidar com ele é uma dica valiosa. Podemos entender que o nascimento de um irmão pode significar um evento estressante, porem (via de regra) não podemos devolver o bebe (removendo o evento)… Mas podemos reservar um tempo para dar lhe atenção exclusiva (já que a atenção agora precisa ser dividida com o bebe), podemos pedir ao pai que fique com o bebe até que a mãe possa cuidar da criança que sofre, ou podemos envolve la nos cuidados com o bebe, adaptando essa criança as mudanças decorrentes na rotina da casa.

Neste exemplo fica claro que a forma de conduzir a situação, dependerá de cada criança e de cada relação que ela estabelece, dependerá de um olhar atento, ao que acontece a sua volta e que gera seu estresse (a falta de atenção dos pais sobre ela? O cuidado com o bebe? a mudança de rotina? tudo isso?).

Diante da dificuldade em identificar o que a criança está sentindo, o que gera o estresse e como lidar com ele, sugiro que os pais busquem ajuda de um profissional que possa orientar afinal os pais também podem estar envoltos a mesma situação de estresse e desta forma precisam de ajuda tanto quanto a criança.

Segue sugestão de livros e artigos sobre estresse infantil:

Livro Arte e Relax Livro Chega de Estresse Livro Crianças Estressadas
Leituras recomendadas:

http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=1130
http://www.estresse.com.br/publicacoes/como-lidar-com-o-stress-na-crianca/
http://www.pediatriaemfoco.com.br/posts.php?cod=77&cat=4

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