O brasileiro é preconceituoso com alguns vinhos. Já percebeu?

Ops…Sou brasileira também e me enquadro nisso.

Espanha e Portugal sempre foram considerados “sub” vinhos quando falamos em vinhos europeus. Portugal tem conseguido mudar um pouco essa ideia com muito trabalho midiático e educacional, mas a Espanha continua numa vala de “não conheço e não sei nem por onde começar”.

Por isso hoje  – e inspirada pelo curso que acabei de ministrar na Menu – trago algumas boas sugestões espanholas (na verdade catalães, mas políticas a parte por favor) para vocês:

Quando se fala em espumante espanhol automaticamente vem à mente os CAVAS. Porém esqueça aqueles rótulos populares e busque algo diferente e surpreendente.

Importante lembrar que o cava é um espumante elaborado pelo método tradicional (como se faz champagne) e que começou na região de Barcelona, mas hoje é regulamentado em 160 municípios espanhois. As garrafas não necessariamente trazem a denominação CAVA no rótulo, mas não precisa se desesperar: Há ótimos espumantes que se enquadram no conceito de cava mas simplesmente preferem não usar, falando apenas da localidade de onde vem.

O que recomendo para vocês é exatamente assim: Traz apenas a denominação de sua localidade: Conca del Riu Anoia,  mas continua sendo incrível. Aliás, já falei sobre essa questão de DO, DOCG e tudo mais aqui.

O Raventos pode ser encontrado na Decanter.  

 

 

Sobre tintos, tenho vários amores espanhois,  mas tenho apreciado muito a região de Montsant e Priorato.

As duas regiões tem um solo conhecido como ‘llicorella”, uma ardósia que dá um caráter muito profundo e mineral aos vinhos, que contam ainda com muita fruta e bom corpo.

Ambas também privilegiam as castas Cariñena (Carignan) e Garnacha, porém tem preços bem distintos.

De Monstant, minha recomendação é o Besllum, importado pela Grand Cru.

 

Tá com uma graninha a mais? Priorato pode lhe proporcionar uma experiência única. São vinhos realmente especiais e que precisam de uma harmonização a altura. Um dos meus favoritos é o Salmos, importado pela Devinum.

 

 

Gostaram das dicas? Na próxima ida a uma adega ou mercado olhe com carinho para os espanhois.

Até a próxima coluna, Keli Bergamo

Ps. As fotos do post foram cedidas pelos alunos. Obrigada, pessoal!

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