Atualmente tem se falado muito nos limites que cada um pode e deve impor ao próprio corpo, AINDA BEM! No entanto em qual ponto desta discussão separa-se o estímulo ao empoderamento do corpo da resistência das crianças a serem educadas ao encontrarem pessoas? Você já parou para pensar nisso? Vem comigo…

Você já deve ter lido textos e artigos com este tema, eles nos fazem repensar a prática de forçar as crianças a abraçarem, beijarem, serem carinhosas com pessoas de nosso convívio, parentes e amigos. Preciso ressaltar que acho este tema altamente relevante, eu mesma já o trabalhei inúmeras vezes com grupos de crianças pois acredito na força do empoderamento do corpo como agente de mudanças sociais que precisamos fazer.

Acredito que só teremos uma sociedade menos cruel com as pessoas, quando elas souberem que o corpo é apenas uma parte no conjunto de quem elas são, e que ele é de domínio privado, não público, independente de quem seja, de como essa pessoa esteja ou de suas vestimentas. E sim, grandes mudanças são realizadas através de muita reflexão e de pequenas mudanças naquilo que acreditamos “ser assim”. As coisas são assim enquanto não trabalhamos para muda-las.

Quando ensinamos os pequenos a atenderem todas as demandas de afeto e contato físico das pessoas, achando que isto é educado estamos normalizando o desconforto causado por um contato abusivo…

Crianças tem pouco ou nenhum discernimento das coisas, logo, se quando elas se sentem incomodadas com algum tipo de toque devem demonstrar que estão gostando, aprendem que a contatos físicos que são ruins devem reagir da mesma forma. E se elas não podem recorrer aos pais quando um simples contato causa desconforto se tornarão vítimas potenciais e silenciosas de abusos.

 Apesar de tudo isto, quem fica se perguntando aqui sou eu “Mas o que que tem a ver não obrigar as crianças a terem contato físico com não ensiná-las a cumprimentar as pessoas?” Honestamente não vejo nenhuma relação nestas duas coisas. Se analisarmos nossas relações veremos que não são todas as pessoas com quem somos carinhosos. No entanto chegar em um ambiente e não saudar quem ali está é falta de educação e eu acho que ninguém quer que o filho seja mal educado.

Eu sei que muitas vezes as crianças se comportam com relação a isto de modo que tortura os pais, que não sabem como agir, mas nós adultos precisamos ser persistentes em orientar as crianças sobre o modo educado de se relacionar com as pessoas.

Pra resumir deixei algumas dicas…

Converse com o seu filho com tranquilidade sobre este assunto

Não se sinta frustrado enquanto as conversas não forem eficazes, em algum momento elas serão

Converse com as pessoas do seu convívio sobre o respeito à vontade com o próprio corpo, que você quer que o seu filho adquira para que eles também não fiquem chateados

Enfim como em tudo, quando o assunto é educação o caminho certo é o mais difícil, mas a longo prazo os resultados sempre são doces e felizes!

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1 comentário

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Marvyson Darley 26 de fevereiro de 2017 - 13:20

Ótimo texto… Já compartilhei, parabéns.

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