Já vi muitas vezes as pessoas propagarem a seguinte ideia:

“Quando seus pais tentarem te ensinar, procura aprender, pois a vida não ensina com o mesmo amor”

Cheguei a quase postar essa frase na minha página do facebook, mas por um segundo reavaliei, e vi que essa ideia vai contra TUDO o que eu penso sobre pais e filhos. E foi por isso que resolvi escrever sobre este assunto…

Para que vocês entendam o “tudo” em letras garrafais do parágrafo anterior, eu devo explicar que, apesar de os(as) filhos(as) serem multideterminados, o que impossibilita cria-los e educá-los com algum tipo de programação, a maior parte da responsabilidade sobre quem a criança vai ser é dos pais.

Frequentemente utilizo a seguinte analogia: “Quem nasceu primeiro? A criança que dorme no quarto dos pais (por exemplo) ou os pais que a ensinaram a dormir ali?” Ao contrário do provérbio a resposta para este questionamento é sempre a mesma, quem nasceu primeiro foram os pais. As experiências e a história dos pais vem primeiro, o significado que os pais dão à educação e os valores que eles possuem também, e a interferência destes, bem como de outros fatores na educação dos filhos é absoluta e indiscutível.

Ou seja, agora que já expliquei o “tudo” com letras garrafais posso dissertar a respeito do tema que me propus.

Como é possível esperar que os filhos aceitem e internalizem o que os pais lhes ensinam sem que antes discutamos o modo como os pais devem ensina-los? Ah, você deve estar pensando, o modo como devemos ensinar é “Com Amor”. Certíssimo! E de que modo ensina-se “Com Amor”?

Conforme já expus nesta coluna (confira aqui) somos uma geração essencialmente ansiosa, e isto se reflete também no modo como temos educado e ensinado nossas crianças. Acredito que o “ensinar com amor” não tem falhado no método, pais amam seus filhos e tudo o que fazem por eles envolve muito amor. Porém, como somos imediatistas estamos falhando em esperar resultados instantâneos aos nossos ensinamentos.

O ato de educar pode ser comparado com um plantio, quando se trata de plantar não existem resultados imediatos. Ou seja, aquilo que você vem tentando ensinar para o(a) seu(sua) filho(a) e que ele parece não aprender, exige de você paciência. Não é que a criança não seja capaz de aprender, é que ela ainda não aprendeu.

Educar é um ato de paciência, não só no sentido de que não se deve alterar e nem ficar nervoso, mas exige também paciência no que diz respeito a não desistir. Por isso, a resposta para o questionamento que propus acima sobre “como” é “Não sendo ansioso, mas sendo persistente”

Ou seja, cabe aqui muito a paráfrase: PAIS, EDUQUEM OS SEUS FILHOS! POIS O MUNDO NÃO VAI FAZER ISSO COM O MESMO AMOR”

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