Um passeio inesquecível, sempre de olho na Cordilheira dos Andes.

Oi gente!!!

A partir de agora eu assino quinzenalmente a Coluna “Etc e tal” da AE. Por aqui vamos falar de viagens, produtos, novidades e tudo mais! Fiquem ligados.

O primeiro post dessa nova parceria, será sobre viagens, que é o que eu mais gosto de fazer nessa vida. Quem mais ama???

Escolhi começar com dicas sobre uma viagem que fiz em 2015 para Santiago, no Chile e Mendoza, na Argentina. Espero que vocês gostem.

Qualquer dúvida ou dicas, escrevam aqui ou por e-mail avidanostrinta@gmail.com

Um passeio inesquecível, sempre de olho na Cordilheira dos Andes.

Viajamos em julho de 2015, eu e meu marido, decididos a fazer a “rota dos vinhos”.

Resumo dessa viagem: foram 9 dias no total, divididos em 6 dias em Santiago e 3 em Mendoza. O nosso voo (ida e volta) foi para Santiago e de lá, fomos de ônibus para Mendoza.

A chegada a Santiago é um espetáculo a parte. Como fomos no período de frio, a Cordilheira dos Andes estava coberta de neve – MARAVILHOSA. Já fiquei fascinada desde o início.

IMG_1583Com muitos planos e muito animada para viagem, chegamos bem no dia dos 7×1 de Brasil e Alemanha. Como nosso hotel era bem no Centro, fizemos check-in e fomos direto para o Mercado, almoçar e assistir o jogo (contra a minha vontade que já queria andar pra lá e pra cá rsrs).

Sobre hospedagem:

Em Santiago, o Bairro Providência é o mais famoso, o mais buscado por turistas. É um excelente lugar, o bairro é lindo, chic, mas é um pouco mais caro que os demais. Optamos por apart hotel no Centro mesmo, próximo ao centro histórico (muitos pontos turísticos), metrô, casas de câmbio, cerro Santa Lucia. Fizemos muitos passeios a pé e de metrô, não me lembro de ter usado táxi.

Escolhemos o apart Torre Tagle que não é um 5 estrelas, mas se propõe bem ao que procurávamos. Tem uma cozinha americana bem legal, que você pode preparar um jantar, tomar um vinho, jogar conversa fora (o que fizemos muito); uma suíte grande e uma sala enorme com sofá cama. Considerando o tamanho, posso dizer que cabe, tranquilamente, 2 casais (4 pessoas).

Dica: Santiago é aquela cidade que você consegue desbravar a pé, a infraestrutura é muito boa e a cidade é plana. Viva a viagem como se morasse lá. Pegue seu mapa e va a pé ou de metrô. Você economiza e tem experiencias incríveis.

Como já disse, Santiago é uma cidade encantadora. É possível ver a Cordilheira de todos os lugares que estamos. Da para simplesmente parar e olhar o dia todo, sem cansar!

Eu amo tudo que vejo em todos os lugares que conheço: das ruas com árvores secas até o maior monumento (rsrs). Tem muita coisa para fazer, muitos lugares legais para conhecer.

Mas, um lugar que eu considero imperdível, é o Valle Nevado (também porque lá tem neve rsrs), mas não consigo nem explicar a emoção daquele lugar, a beleza daquele, a grandeza, o clima descontraído!! Isso não quer dizer que eu saiba esquiar, rsrs…fiz apenas uma aula mas adorei. Foi uma experiência inesquecível.

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Sobre comer:

Bons restaurantes em Santiago não falta. Tudo la é maravilhoso. Tem para todos os gostos. Mas a comida não é muito barata (os preços nos restaurantes são como bons restaurantes no Brasil mesmo. O que eu considero caro!).

Fomos em vários lugares muito bons, comemos ceviche, costelas, carne, risoto etc.

O meu restaurante preferido foi o Giratório. Escolhemos almoçar, justamente por causa da vista. Mas dizem que no jantar os pratos são mais sofisticados. Em qualquer horário é mágico, mas a noite não tem a vista.

O restaurante gira 360º em um espaço de 1h20. Então, enquanto você saboreia as delícias, vê toda a cidade de Santiago e, claro, a Cordilheira. O clima é muito agravável, no dia que fomos tinha uma música ao vivo (só piano). Os garçons muito educados e tudo muito bem servido. O almoço para o casal mais vinho, ficou uns R$ 230,00. Mas atenção: o prato que eles falam que é individual é enorme!!! Eu não comi a metade. E outra coisa, por incrível que pareça (digo pelo fato de ser um enorme produtor), vinho nos restaurantes de Santiago são muito caros.

Dica: se gosta de vinhos e quer trazer para o Brasil ou querem fazer jantar ou almoçar no hotel, comprem em supermercados. É muito barato. Me lembro de ter comprado bons vinhos a 6,00 (isso mesmo seis reais).

Passeamos muito nesses dias em Santiago, muitos lugares incríveis, mas desde que compramos a passagem, estávamos decididos a ir de lá para Mendoza (a melhor parte da viagem).

Compras:

Para compras fomos em dois shoppings. O que eu mais ameiiii foi o Parque Arauco, além de enorme é linnnnndo. Muito agradável, com partes em céu aberto. Perfeito. A Forever21 de lá é simplesmente enorme e perfeita.

E o outro shopping que fomos foi o Costanera (pertinho do Giratório e de frente para um ponto de metro). Morri com a Zara de lá. O que notei é que o tempo da troca de coleção é diferente daqui do Brasil, então, por exemplo, quando cheguei lá em Julho, a promoção da Zara já tinha acabado aqui no Brasil e tinha acabado de começar lá, então, tuuuudo muito barato e muitas opções.

Já no terceiro dia em Santiago, fomos procurar a passagem para ir para Mendoza. Na verdade, quase desistimos por causa do clima. Quando está muito frio e neva, o “paso” (fronteira) fica fechado horas e até dias, porque o trajeto é todo pela Cordilheira, o que torna impossível o transito de veículos e de pessoas no local. Mas, ainda bem que não desistimos.

É possível ir de avião, mas como eu disse, optamos por viajar de ônibus (sim, de ônibus).

O trajeto é pela Cordilheira dos Andes, simplesmente deslumbrante. Na ida pegamos um dia de sol, dia maravilhoso, muita gente esquiando em Portillo, montanhas inteiramente cobertas de neve. Na volta, o tempo estava feio, o El Paso Libertador (fronteira) tinha ficado fechado por causa do tempo (isso é normal acontecer em julho), demoramos quase 10 horas (enquanto o normal é 6 a 7 horas), mas a paisagem estava la, embora “fechada”, deslumbrante, as montanhas que antes estavam cobertas de neve, estavam marrom (cor natural), por causa do degelo, tudo muito bucólico, mas não menos esplendoroso.

Obs: a passagem de ônibus nesse trajeto é barata e os ônibus são muito confortáveis, do tipo leito executivo. A viagem é muito tranquila e o percurso vale cada minuto que eu não dormi. Tem cerrado, verde, lagos, neve, etc…é maravilhoso gente.

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Já em Mendoza, nos hospedamos também no Centro (agora me fugiu o nome do hotel, mas quem quiser, eu pesquiso e passo).

Ficamos por conta de passear nas ruelas, pontos turísticos e nas vinícolas e beber vinho, muito vinho, rsrs. Na Argentina comemos muito bem, na época, o peso estava muito desvalorizado, então, aproveitamos bastante. Para vocês terem uma ideia, jantamos maravilhosamente bem por R$ 70,00 o casal.

Me lembro que estava um frio tão gostoso, aquele ventinho gelado, mas que não desanimava sair de casa… Mendoza é tão apaixonante que andar pelo Centro, pelos calçadões já faz a viagem valer a pena.

Quero muito voltar lá na época de colheita das uvas, que é fevereiro/março, mas vou para me hospedar em alguma vinícola e ficar só lá, no campo. Acho simplesmente fantástico.

Quando chega a hora de voltar é hora de tristeza né? Nessa viagem nem foi tão triste, porque chegamos na sexta e a noite nossos amigos foram nos visitar e já nesse dia acabamos com toda a reserva de vinhos que trouxemos da viagem (rsrsrsrs) e logo na terça seguinte fomos para Campos do Jordão, então, não tivemos tempo de sentir a volta (deu tempo só de lavar as roupas e refazer a mala mesmo).

Mas o que eu preciso contar sobre a volta é que no dia de voltar de Mendoza para Santiago, o tempo estava muito chuvoso, tinha caido uma nevasca no El Paso e a fronteira estava fechada. Ficamos apreensivos com medo de atrasar muuuuito e acabar perdendo o voo de volta que era no outro dia de manhã. Mas como estava tudo tão mágico, ficamos tranquilos e esperamos. Ficamos parados por 3 horas e meia no El Paso até que o trânsito foi liberado.

Estava muito frio, até que eu resolvi descer do ônibus, ir na neve, lanchar, etc… Estava tudo tão perfeito que estava nevando (pouco, mas estava). Eu fiquei simplesmente maravilhada com tudo aquilo.

No final deu tudo certo e chegamos a tempo de dormir bem e voltar no dia seguinte.

Só de contar um pouquinho da viagem para vocês já me deu vontade de voltar e viver tudo de novo. Viajar é isso, ter lembranças, sentir cheiros e lembrar daquela viagem, ver fotos e sorrir sozinha. Viajar é vida!

Espero que gostem!

Super beijo, Michelle.

@avidanostrinta

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