A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura no indivíduo. O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas classificadas como obesas, e para realizar essa classificação o parâmetro mais utilizado é o Índice de Massa Corporal (IMC).

O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. Esse é o padrão utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), seguindo os seguintes parâmetros:

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A obesidade é responsável por uma série de doenças e suas complicações, além de interferir diretamente na auto-estima e na adaptação social do indivíduo. Doenças como Diabetes, o aumento do Colesterol e Triglicérides  ( gorduras do sangue), Hipertensão Arterial, Infarto Agudo do Miocárdio, Aterosclerose, Acidente Vascular Cerebral ( “derrame”), trombose, problemas nas articulações, alterações do sono, alguns tipos de câncer, tem como fator de risco a obesidade.

São muitas as causas da obesidade, o excesso de peso pode está ligado á genética do indivíduo, maus hábitos alimentares, disfunções endócrinas, ou em alguns casos, hábitos compulsivos.

A compulsão alimentar está presente em cerca de 30% dos casos de obesidade, sendo mais frequente em mulheres e tem influência de fatores emocionais, atividade física, quantidade de carboidratos na dieta, intervalos das refeições e da fase do ciclo menstrual.

A pessoa com compulsão alimentar, geralmente come em grande quantidade em curto espaço de tempo na maioria das vezes sem fome até se sentir demasiadamente cheia,  “ passando mal” , e em seguida desencadeia uma sensação de arrependidamente ou culpa.

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A principio, pode ser entendida como um episódio de descontrole, onde são consumidas grandes quantidades de comida acompanhada de sensação de perda de controle sobre o quanto se come. Em casos mais graves, ela recebe o nome de Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, que além das características do quadro anteriormente citado, ocorre com mais frequência e além disso gera muito desconforto.

Compulsão alimenta: Eu tenho?

Veja se você se identifica com as observações abaixo citadas:

  • Comer escondido

Comendo escondido o indivíduo busca fugir das críticas quanto à qualidade do que come e velocidade da mesma.

  • Comer rápido

Consumir alimentos com rapidez é um quesito que faz parte dos critérios para diagnóstico de compulsão alimentar. Quem come rápido tende a comer mais, e isso acontece porque a sinalização da saciedade escorrer-te da liberação de determinados hormônios demora um certo tempo para acontecer, logo,  quanto mais rápido uma pessoa comer, mais comida terá que ingerir para se sentir saciada.

  • Comer sem estar com fome

O ato de comer nem sempre têm ligação com a fome, para quem sofre com compulsão alimentar. Nesses casos é mais comum inclusive que a pessoa opte consumir alimentos ricos em gorduras e carboidratos simples, pois a comida é para eles uma fonte de prazer em primeiro lugar, deixando de funcionar como um combustível vital para o funcionamento do organismo.

  • Comer até se sentir mal

O desconforto pelo consumo excessivo de comida acontece devido uma distensão gástrica sofrida pelo estômago. O exagero por sua vez costuma ser decorrente da rápida ingestão de comida.

  • Estar sempre comendo

Quem sofre de compulsão alimentar pode sentir necessidade de comer com mais frequência já que a falta de comida cria um vazio emocional. Desta maneira a pessoa repete refeições  e costuma estar sempre beliscando algo.

  • Comer para se sentir emocionalmente bem

Diante de situaçãozinha que causem sentimentos negativos ou até mesmo muito positivos, é comum que a pessoa desencadeie um episódio de descontrole, pois isso neutraliza o sofrimento e serve ainda como forma de comemoração ou recompensa.

  • Sentir culpa após um episódio de descontrole

A sensação de culpa após um episódio de descontrole diante da comida é consequencial da percepção de uma atitude que o indivíduo esconde-se estar errada e diante da qual se sente incapaz de mudar. Isso também é normal co. Pessoas que se submetem a dietas muito restritivas. Em um dia colocam a perder semanas de dedicação.

Compulsão Alimentar

Umas das causas relacionadas a compulsão alimentar  parece ser a diminuição da Serotonina, um neurotransmissor cerebral. Sendo assim, medicamentos que aumentam os níveis e serotonina no cérebro mostrou bons resultados em mitos casos de compulsão.  A atividade física também reduz a ocorrência de episódio compulsivos, enquanto situações de ansiedade expressão e dietas  jeito restritivas, como pouco carboidrato por exemplo, tendem a aumentar a compulsão.

O tratamento deve ser orientando por um endocrinologista e na maioria dos casos está indicado também acompanhamento psicoterápico. Sempre procure orientação com profissionais capacitados.

Grande beijo,
Flávia

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