Como planejar uma viagem para regiões produtoras de vinhos

Voltei… E quem me acompanha deve ter percebido que andei viajando bastante nos últimos meses. Tive enotrips a trabalho mas também a lazer com a família. Em comum elas tiveram um ponto: o vinho!

E tenho planejado muitas viagens para mim e para amigos que pedem ajuda, pelo que hoje resolvi dar algumas dicas para vocês.

Mas vamos lá… Visitar regiões produtoras de vinhos é sempre uma delícia e tem belezas diferentes por todo o ano.

No Hemisfério Sul o período de produção é do começo de janeiro até a metade de março e média e no Hemisfério Norte do final de agosto até o final de outubro (esses meses dependem de cada localidade em si).

Nesta época os frutos estão maduros e a paisagem é maravilhosa. É possível prová-los, passear entre os vinhedos e também sofrer com o calor da temporada.

Há festas específicas no período da vindima e é possível, inclusive, participar da colheita – seja de brincadeira – seja para elaborar seu próprio vinho como eu contei aqui. 

É importante lembrar que nem todas as vinícolas tem equipe de turismo. As familiares se desdobram entre produção e atendimento e nesta época, por muitas vezes, deixam de receber visitantes para darem conta do recado.

Logo após essa fase, as folhas começam a entrar naquelas lindas tonalidades de inverno, até perderem-se totalmente. Neste  período as coisas começam a se acalmar também no processo produtivo e é possível maior acesso aos enólogos e toda a estrutura de cantina – que estará apenas em parcial funcionamento.

Enotrip - regiões produtoras de vinhos

Já no inverno e início da primavera, as videiras parecem mortas, mas estão apenas adormecidas aguardando o aumento de temperatura para iniciarem nova brotação e repetirem seu ciclo anual de produção. Eu acho uma época linda também!

O infortúnio, especialmente nas regiões mais frias do mundo, é que muitas vinícolas fecham suas portas para os turistas devido ao frio excessivo. Vale se informar com os produtores que pretende visitar.

No final da primavera os frutos estarão em formação, ainda verdinhos e as temperaturas ainda não estão absurdamente altas (em tese).
Enotrip - regiões produtoras de vinhosEnfim… Em qualquer época do ano as regiões tem suas belezas e seus prós e contras. Vale pensar no estilo de viagem que deseja, a época em que consegue sair e programar com antecedência para não perder sua vinícola favorita.

Existem produtores que agendam com muita antecedência e recebem apenas em horários e dias pré determinados. Vale visitar o site de cada um e se informar para não bater com a porta na cara.

No meu site recomendei um site muito bacana para agendamentos de vinícolas na França.

Ah! Bom lembrar que já postei por aqui dicas específicas para o Chile. Confira clicando aqui. 

Sobre o deslocamento nas regiões:

Eu recomendo sempre que se tenha um motorista. Se não houver um abstêmio no grupo busque um prestador de serviço de transfer. Com álcool e direção não se brinca.

Sobre vestimentas:

Fique longe dos saltos. A maioria dos passeios te leva a área dos vinhedos e ninguém quer ficar afundando na terra – e outras coisinhas mais – o tempo todo. Como eu disse acima, no verão é sempre muito quente. Procure usar roupas leves, chapéus, protetores e repelentes. No inverno se agasalhe muito bem.

Posso levar crianças?

A maioria dos locais não cria empecilhos, mas tenha bom senso. Deixar uma criança enlouquecida correndo entre barricas de muitos mil euros pode lhe causar constrangimentos e um prejuízo enorme.

O Chico já esteve em uma enotrip com 7 meses e seus únicos atos ilícitos foram encabeçados por sua tia e autora dessa coluna….

Enotrip - Regiões produtoras de vinhos

Agendou? Compareça! Educação vale em qualquer momento da vida e, se acontecer algum imprevisto, avise o produtor que lhe aguarda. Ele pode encaixar outras pessoas ou pode reagendar sua visita.

Por último vale lembrar que você está na casa do produtor. Seja elegante, educado. Não curtiu o vinho? Não tem problema, mas não seja mala e nem fique comparando com outros produtores ou regiões. Cada vinho é único e seu maior ingrediente são as pessoas.

Até a próxima coluna, Keli Bergamo.

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