Como estou lidando com a minha quarentena?

Oi, oi AEs, como não poderia ser diferente nessa época maravilhosa – só que não – que estamos vivendo eu vim escrever sobre ela: A quarentena.
Eu tenho certeza que nesse, quase, um mês dentro de casa você já está cansado de ler posts de coisas para fazer, atividades para tornar a quarentena melhor, como melhorar sua saúde mental, treinos home office, etc…

Esse post vai ter um pouquinho de tudo isso sim, mas com dicas que eu estou usando na minha rotina para me distrair.

Para quem não sabe, logo no meu primeiro ano de faculdade eu encarei uma greve que durou dois meses, atrasou todo o calendário acadêmico, o resultado? Aulas até janeiro, férias até abril. Então eu já estava há três meses parada no conforto da sala dos meus pais sem sequer me lembrar da faculdade quando…


Estourou o Corona Vírus

O começo das minhas aulas foi suspenso até acalmar a pandemia e eu permaneci em casa, mantendo a minha rotina muito parecida com a que eu tinha antes – que eu vou falar logo em seguida. Mas não foi só isso, como se meu cérebro já estivesse programado com as datas, mal começou a semana do dia seis de abril – quando deveria voltar – eu surtei.

Absolutamente tudo me estressava, eu não queria falar com ninguém ou fazer nada. Deixei a compulsão alimentar tomar conta, chorei horrores me sentindo fraca, incapaz, entre outras coisas que parecem exageradas aqui, mas eram bem reais na minha mente.

Nesse momento, minha psicóloga, lá de Maringá, me mandou mensagem perguntando sobre meus retornos e acabamos marcando uma consulta online para desabafo. Junto disso e de uma conversa muito sincera com a minha mãe, eu melhorei e pude retomar ao meu ritmo normal não tão normal nessa quarentena.

Sobre a rotina que eu adotei nas férias e falei lá em cima: Eu acordava ou tentava acordar todo dia um pouco mais cedo que o anterior, praticava fit dance na sala de casa tentando sempre superar meu tempo e técnicas; depois arrumava a casa e ficava escrevendo ou vendo séries o resto do dia.

O que aconteceu na semana em que eu surtei? Basicamente nenhuma coreografia mais me desafiava, eu não tinha mais ideias para escrever, filmes que prendessem a minha atenção ou séries que me distraíssem. Tudo parecia entediante e chato e, na minha cabeça, eu sentia que precisava cumprir com essas obrigações.

Ou seja, fiquei viciada nessa rotina.

Depois de uma longa conversa com a minha psicóloga, percebi duas coisas: Não é porque eu criei essa rotina que eu preciso seguir: férias ou quarentena são momentos de incerteza, querer controlar isso é loucura.

Segundo ponto: Eu tinha deixado de fazer coisas que poderiam me distrair por estar focada em coisas que já não me distraiam. Que loucura, não é?

Escrevendo esse post eu digo: Faz uma semana que não danço e não vejo a hora de voltar, mais animada do que nunca.

Passei essa semana na água a propósito, nadando e aproveitando o privilégio de ter uma piscina. Li blogs novos, reli livros antigos, testei e desisti de séries ícones e voltei para meu bom e velho desenho animado. Ah, também comecei a praticar yoga e treinar maquiagens – sabia que tem muitos tutoriais aqui no AE mesmo?

Meu saldo dessa semana pós surto quarentenada: Ainda estou rindo com meu esfumado nada certo, tenho umas fotos de blogueira que estou decidindo se posto ou não, alcancei uma meta de duzentos agachamentos e meia hora de yoga. Amanhã eu pretendo dançar, mas se não der também, fazer o quê?

Sabe aquela frase que se popularizou agora? Você não precisa fazer mil coisas só porque está em casa?

Ela cabe aqui também, mas o que eu quero te fazer entender nesse texto é que, se você decidiu fazer essas coisas: Incrível com I maiúsculo.

Mas se, de repente, quiser parar e esquecer delas por um tempo, isso não vai te fazer pior.

Só acorde todo dia e prepare sua rotina de acordo com o que está sentindo, são tempos difíceis e se você, assim como eu, não tem obrigações fixas, não as crie para tentar se sentir melhor. Vai dar certo por um tempo, mas nada está totalmente certo nesse momento, então não se cobre.

Ah, e FICA EM CASA.

Não é fácil, mas não saia, não se reúna em house parties. Fique quietinho porque muita gente jovem está morrendo. A solução não é  isolar os velhinhos, é praticar o distanciamento, principalmente por eles, pessoas que nos protegeram e agora precisam da nossa proteção. Então eu repito:

FIQUEM EM CASA.

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