Como Degustar Vinhos – Parte 3 – Finalmente a Prova!

Continuando nossa trilogia sobre como explorar melhor os vinhos, é importante lembrar que o vinho é o composto aromático proveniente das uvas fermentadas, ou seja, um alimento, onde se podem ter diversas sensações, as quais podem variar conforme a sensibilidade de cada um.

O vinho deve passar por toda a boca, pois a língua sente os 4 sabores básicos em diferentes regiões: Azedo ou ácido nas laterais; doce na anterior, salgado no meio e amargo na parte posterior.

Ao ingerir um vinho existem alguns pontos a serem avaliados:

  • Taninos: O tanino provoca aquela sensação de “amarro” na boca, como de uma banana verde. O teor de tanino pode indicar sua maturidade. O tinto jovem apresenta um tanino mais agressivo do que um tinto maduro.
  • Corpo: Impressão de peso e tamanho do vinho na boca. Está intimamente ligado ao álcool.  Quanto maior o índice, mais corpudo é o vinho.
  • Persistência: Por quanto tempo o vinho permanece provocando sensações em boca.

Se todos esses quesitos estão em harmonia, então dizemos que um vinho é equilibrado.

Falando em equilíbrio, você não necessariamente tem que combinar o vinho com o alimento, mas com certeza ambos se valorizam quando bem acompanhados.

Abaixo divido com vocês algumas dicas simples para situações corriqueiras e que podem ajudá-los na hora de definir qual rótulo escolher:

– Determine o sabor dominante da comida e harmonize com ela.

– Selecione o vinho que combine com o peso e energia da refeição. Comidas de sabores marcantes, por exemplo, pedem vinhos saborosos, potentes e com muito corpo.

– Os taninos dos vinhos tintos ficam suavizados se consumidos com carne vermelha, daí a eficiência de harmonizações clássicas como carne vermelha com Bordeaux ou Malbec argentino e cordeiro com espanhóis da região de Rioja, por exemplo.

– Vinhos de altíssima qualidade merecem que os pratos se adaptem a ele.

– Pratos regionais geralmente casam bem com vinhos da mesma região.

– Espumantes são harmonizadores universais. Na dúvida, aposte nas borbulhas.

Para facilitar sua vida, tem até uma tabelinha que ajuda na hora da escolha:

Se sua comida for…Busque combinar com…
Gordurosa ou de tendência doceVinhos com mais Acidez ou Borbulhantes
Saborosa, aromática, especiada, amarga ou de tendência ácidaVinhos com maciez, perfumados, florais…
Untuosa, suculentaVinhos com mais Álcool ou tanicidade

 

Mais algumas dicas…

Se for servir aperitivos… Assim como a função dos “petiscos”, o vinho de aperitivo deve apenas aguçar o apetite. Deve-se evitar, portanto, vinhos muito pesados ou fortes. Boas sugestões para quando reunir os amigos com vários “beliscos”: Riesling, chenin blanc, champagnes e espumantes, jerez finos ou manzanillas (especialmente com castanhas e azeitonas).

Vai dar um festão? Vai reunir a família e cada um trará um prato diferente? Busque um vinho adequado a combinações versáteis. Chardonnay, Sauvignon Blanc, Merlot e Pinot Noir, além de italianos clássicos (Chianti, Valpolicella) são ótimas opções.

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Espero que essas experiências gustativas lhe tragam ainda mais prazer ao degustar o próximo vinho!

Até a próxima coluna, Keli Bergamo. 

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