Batom vermelho para ficar em casa?

Dias atrás, me vi em uma situação inusitada. Lavei meu cabelo, e me sentindo linda, fui pra frente do espelho, me maquiei e tirei milhares de fotos.

Tá, e o que tem de inusitado nisso?

Aí que tá o ponto.

Eu estava há tantos dias andando tipo uma mendiga louca dentro de casa, que naquele momento, tirando aquelas fotos, me veio o espanto! Não me sentia bonita há sei lá quanto tempo.

Postei a foto, comentei o feito com amigas, e aí veio o espanto. Estamos, a maioria, no mesmo barco.

Há alguns dias, a Jana Campos fez um post sensacional (veja aqui) onde falou sobre seus novos hábitos de moda da quarentena, e uma frase me chamou a atenção:

Eu ainda não consigo entender essa estranha mania que desenvolvi: usar tênis e roupas confortáveis. Não sei se é reflexo do tempo que fiquei usando semelhantes a pijama ou se é porque parecia imoral estar muito arrumada na contramão de tanta desgraça acontecendo.

Lembrei da insegurança em voltar a postar sobre moda, não me sentia bem em falar de moda durante esse momento. Ainda não me sinto, todas as vezes fico sem saber do que falar… Não acho nada normal falar sobre moda, muito menos ver tanta gente por aí, colocando seus lookinhos balada pra jogo, agindo como se a pandemia tivesse acabado.

Mas hoje não estou aqui para falar dos lookinhos balada da pandemia, vou falar sobre autoestima em casa.

Sim, parece estranho, né? Mas você já parou para pensar na quantidade de mulheres que não se cuidam nenhum pouquinho dentro de casa? Já parou para pensar que quanto menos nos arrumamos, mais preguiça temos de nos arrumarmos?

Não digo que devemos passar maquiagem ou andar de salto alto em casa (embora eu esteja criando o hábito da maquiagem básica em casa sim), mas falo dos cuidados básicos, cuidados pra gente mesma. Passar protetor solar, perfume, uma lingerie legal, pijama bonitinho, e até mesmo uma roupinha bacana.

Cuidados básicos pra gente, cuidados para nos sentirmos bem com nós mesmas. Precisamos parar com a crença, e eu me incluo nessa, de que só devemos nos arrumar quando saímos de casa, pois temos medo de encontrarmos alguém conhecido.

Confesso, não é fácil, mas, há alguns dias, venho praticando aos poucos esse autocuidado. Comecei colocando roupas melhores, depois passei a usar rímel e blush, e já planejo mais, quem sabe até use mais vezes um batom colorido para ficar em casa?

Sempre acreditei piamente na influência da roupa em nossa personalidade e humor, e vice-versa, mas, durante esta pandemia, senti, ainda mais, na pele todo esse impacto.

Na psicologia existe um termo chamado cognição indumentária”, que fala sobre a influencia do estilo e das roupas que escolhemos no nosso humor, saúde e confiança geral.

De acordo com pesquisadores, a cognição indumentária ou, originalmente chamada, “enclothed cognition” trata-se da influência que as roupas fazem em nossos processos cognitivos, impactando não só na forma como somos percebidos pelo outro, mas, principalmente, na forma como nos comportamos e nos sentimos sobre nós mesmos.

Ou seja, quando vestimos uma peça de roupa, mesmo que não percebamos, adotamos algumas das características associadas a ela. Por exemplo: por mais confortável que seja, se permaneço o dia todo de pijama em meu home office, acabo relaxando mais e não rendendo o suficiente. Sendo assim, para nos sentirmos mais bonitas e confiantes, devemos nos vestir com roupas que nos proporcionem isso.

Lembram que falei sobre o batom vermelho? É exatamente isso! Percebi que toda vez que me arrumo e passo minha cor de batom favorita, me sinto mais poderosa, tiro fotos e até apareço nos stories HAHA

Não, você não precisa passar batom vermelho se não gosta dele, mas use o que gosta!

Não deixe o perfume caro, a roupa “de sair”, ou a maquiagem guardada para usar em uma ocasião especial. Uma das coisas reais dessa quarentena foi perceber a vulnerabilidade em que nossa vida se encontra. Não sabemos quando estaremos, ou não, bem e vivos. Portanto não perca a oportunidade de sentir-se poderosa, mesmo dentro de sua casa. Você não sabe o dia de amanhã.

Sempre que tiver a oportunidade de se sentir incrível, faça! Você não faz ideia do bem que fará a si mesma!

Super beijo, até a próxima,

Francielle.

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4 comentários

Lelo Azuos 25 de setembro de 2020 - 10:41

Eu sempre fui da opinião de que a gente que se esforça para comprar coisas deve usufruir delas. No meu mundo: arquitetura e decoração, sempre indico que a devemos ter coisas boas e usá-las na rotina diária. Porque eu só posso usar copo e talher bonito quando tem visita? E quanto a roupas e cuidados pessoais também tenho praticado mais. Se eu acordo querendo usar meu perfume mais caro ( alô câmbio do dólar!) eu uso sem dó. Creme bom? Vai também, porque pra cara ficar boa tem que investir. hahahahaha
Post maravilhoso de auto-amor! Beijão Fran. :*

Responder
Francielle Vitorino 29 de setembro de 2020 - 15:18

Simmm, adorei, Lelo!Você tá certíssimo! Minha mãe sempre foi dessas de usar mesmo, e me ensinou a mesma coisa. Tá que já me vi, por várias vezes, guardando para usar depois, mas na maioria das vezes tento não ser dessas… Até pq, se não tratarmos de usar, o produto vence e temos que jogar. Sendo assim, tem que usar mesmo. Beijooo

Responder
Maria Antônia Baron Martins dos Reis 25 de setembro de 2020 - 13:58

Amei, parabéns e bora lá ficar ainda mais bela.

Responder
Francielle Vitorino 29 de setembro de 2020 - 15:19

Eeeeeee, que bom te ver por aqui!! Isso mesmo, usar e se sentir linda! Beijoo, saudade

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