Atendimento veterinário, como funciona?

Olá, pessoal, hoje vou tirar algumas dúvidas de como deve-se proceder o atendimento veterinário do seu animal de estimação.

Com a tecnologia, as clínicas veterinárias e hospitais vêm se atualizando e oferecendo serviços mais práticos para agendamento de consultas através do Telegram ou WhatsApp. Ou até mesmo utilizando esses aplicativos para manter os clientes informados sobre o estado clinico de seu animal de estimação, e demais informações necessárias. Porém é muito comum observarmos as pessoas entrando em contato via aplicativos não para agendar um atendimento, mas sim, mandando fotos de seus animais doentes e querendo um diagnóstico e tratamento.

Mas devo salientar que é indispensável a avaliação presencial do paciente, e muitos podem não gostar de levar seu animal até a clínica, ou darem a desculpa de que não tem como levá-lo. Mas lá iremos explicar um pouquinho do que está por trás da ponta do iceberg.

Muito comum enviarem fotos de problemas de pele, queixas de que o animal não quer comer, ou queixas de vômito e diarreia, e o que pode ser?

A maioria das doenças sistêmicas, que não são poucas, iniciam com perda de apetite, evoluem para vômito e depois diarreia.

Atendimento inicial

Para o atendimento necessitamos de informações sobre idade, espécie, sexo, se é castrado ou não, se já fez uso de algum medicamento, se é vacinado, vermifugado, saber boa parte da rotina do paciente, procurando por informações que nos levem até a suspeita de uma doença das infinitas existentes, sendo que muitas vezes o paciente vem até nós com não apenas uma única doença, mas várias associadas.

Parâmetros vitais

Após esta busca inicial vamos avaliar os parâmetros vitais. Temperatura, hidratação, coloração de mucosas, tempo de perfusão capilar, frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão. Essa avaliação é muito importante e nos dá uma direção do que será necessário para tal paciente. Dependendo da queixa do tutor e da avaliação geral do paciente, são necessários exames complementares, desde exames de sangue à ultrassonografia, ou até mesmo um raio x.

Então, após avaliação do histórico, paciente e exames, aí sim um diagnóstico. E ainda há possibilidade de o diagnóstico ser presuntivo, ou seja, “talvez” seja tal doença.

Mas como assim?

Infelizmente, nem todos os exames são viáveis na medicina veterinária, ou o tutor ter condições de fazê-los. Algumas lacunas ficam abertas para batermos o martelo e dar um diagnóstico definitivo. É preciso estar ciente de que estamos lidando com biologia e muitas coisas podem acontecer durante avaliação ao tratamento. Há pacientes que respondem bem ao tratamento e em poucos dias já estão bem, outros necessitam acompanhamento durante semanas ou, até mesmo, para o resto de suas vidas.

Em 2011 o Conselho de Medicina Veterinária criou uma resolução proibindo esses tipos de atendimento. Como podemos ver, o atendimento veterinário vai muito além de uma olhada na foto. É necessário o acompanhamento para que animal e tutor tenham uma resposta satisfatória.

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