Alimentação complementar. Quando e como introduzi-la?

Olá!!

Sou nova por aqui, meu nome é Sabrina, especializada em nutrição na área materno infantil. Estou mega ansiosa e feliz por ter a oportunidade de compartilhar ótimas dicas e novidades sobre o mundo materno infantil. As futuras mamães e mamães de primeira/muitas viagens 😉 podem ter certeza que trocaremos muitas experiências interessantes, como o assunto do nosso primeiro post, que será sobre Alimentação Complementar. Muitas coisas boas estão por vir, podem esperar pelos próximos.

O leite materno é capaz de nutrir adequadamente uma criança até os seis primeiros meses de vida dela. Neste momento muitas dúvidas surgem como:

  • Quando introduzir a alimentação complementar?
  • Qual alimento deve introduzir primeiro?
  • Quando a criança consegue mastigar?

A partir desta idade, torna-se necessária a introdução de alimentos complementares, seguros e nutricionalmente adequados, e, se possível, associados com aleitamento materno, o qual pode ser mantido até os dois anos.

Então, a partir dos seis meses de idade que as necessidades nutricionais do lactente (a criança!!) não podem ser supridas apenas pelo leite materno, e a maioria das crianças está atingindo o estágio de desenvolvimento geral e neurológico (a mastigação, deglutição, digestão e excreção) que a habilita a receber outros alimentos além do leite materno.

A introdução dos alimentos complementares deve ser feita gradualmente de acordo com a aceitação da criança, e com muita paciência, pois é muito comum a criança não aceitar bem os novos alimentos. No inicio, os alimentos devem ter consistência semissólida e macia (forma de purê), para não comprometer a ingestão dos nutrientes. Quando a criança atingir entre 8 e 9 meses, os alimentos já podem ser picados, desfiados ou cortados em cubos pequenos.

alimentação complementar

A introdução de novos alimentos deve ser feita de modo lento e gradual, esperando um período de três a quatro dias entre a oferta e a introdução de outro alimento para assim estar verificando a existência de alguma reação alérgica ou algum tipo de intolerância. A consistência da dieta deve ser aumentada aos poucos de acordo com a aceitabilidade da criança e das recomendações da sua pediatra e da sua nutricionista materno infantil.

Veja 10 dicas para a introdução alimentar saudável

  1. Oferecer alimentos na consistência de purê: não liquidificar os alimentos; não passar os alimentos na peneira – esta prática é importante para que a criança se habitue a mastigar e engolir alimentos em consistência diferente à do leite materno ou substitutos;
  2. Oferecer frutas variadas e sem adição de mel, açúcar, melado ou assemelhados – as frutas não precisam de açúcar extra, mesmo aquelas mais ácidas como limão, abacaxi, laranja;
  3. Ainda falando sobre as frutas: o ideal é iniciar a oferta com aquelas mais adocicadas como banana, mamão, maçã, pera e aos poucos acrescentar frutas diferentes no cardápio dos pequenos. Atenção – não misture as frutas, as crianças devem aprender a diferenciar os sabores;
  4. E mais: o ideal é evitar os sucos, principalmente na fase de introdução dos alimentos. As crianças precisam aprender a tomar água!
  5. As carnes (exceto embutidos como linguiça, salsicha, presunto) devem estar presentes na alimentação da criança desde o princípio da introdução alimentar –  a dica é cozinhar bem para que fiquem macias e fáceis de desfiar e picar;
  6. Para as papas salgadas o ideal é que contenham pelo menos um carboidrato, uma leguminosa, uma carne, uma verdura e um legume. Ex.: papa de frango com mandioquinha, couve, cenoura e lentilha;
  7. Assim como a papa de fruta não necessita de adição de açúcar, a papa salgada, apesar do nome, não necessita  adição de sal! O melhor é utilizar temperos mais naturais como manjericão, manjerona, orégano, alho, cebola…
  8. Muito importante também é lembrar que as crianças podem não aceitar a alimentação de imediato. Elas precisam de pelo menos 10 contatos com cada alimento para conhecer o sabor de cada um deles.

Espero ter contribuído com todas as mamães leitoras, pois é um assunto que deve ser tratado com muita seriedade e que fará a diferença no futuro de todos os pequenos.

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