Necessidade de vínculo com os filhos ADOLESCENTES

Quem está acostumado a acompanhar essa coluna sabe que os temas são quase que predominantemente sobre filhos crianças, até sobre bebês já falei mas nunca algo mais direcionado ao desafio de manter o vínculo estabelecido na infância quando eles são adolescentes. Pois bem, hoje vou falar de algo que vem me preocupando no atendimento com eles, os adolescentes…

Felizmente a preocupação não se aplica a todos os casos, mas é frequente ao ponto de se tornar uma demanda para um texto… Já faz um tempo que venho percebendo que em algum momento do atendimento psicológico clínico com adolescentes a demanda deles passa a ser um tipo de conversa que deveriam ter com adultos de referência, como os pais por exemplo.

É verdade que muitos assuntos que rodeiam essa fase da vida assustam e muito a maioria dos adultos, entre eles temos: drogas, álcool, sexualidade e tudo o que ela representa, e etc.

Por outro lado, os adolescentes parecem cada vez mais informados, afinal estão o tempo todo conectados, e realmente apresentam um amplo repertório sobre muitos assuntos, até mesmo sobre estes que mencionei.

Ocorre que informação é completamente diferente de formação, falando em construção da própria sexualidade por exemplo eu costumo dizer que uma coisa é informação sobre o que é, como faz, riscos e cuidados necessários; enquanto algo muito diferente é a relação com a sexualidade, porque abrange como cada um se manifesta, o que gosta, do que tem medo, e o que pensa ou irá pensar sobre isso. Pois bem, a primeira parte é informação, existe na internet, muitas vezes na escola, é conteúdo de ciências, e etc. Já a segunda parte é impossível construir sozinho, sem orientação de um adulto em quem se possa confiar demasiadamente.

Resumindo, estou aqui para dizer que vocês pais não podem se abster de lidar com assuntos de adolescentes por nenhum motivo ou bloqueio usando como desculpa o fato de que o filho tem informações de sobra porque vive conectado.

Se você ainda está com filhos pequenos e veio até aqui por saber que eles crescerão, reforço que esse vínculo de confiança ilimitada não pode ser criado na adolescência, simplesmente precisa ocorrer desde sempre na vida deles, desde muito pequenos.

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