Adoçantes Artificiais – A amarga realidade

Os adoçantes artificiais surgiram na tentativa de “adoçar a nossa vida” sem as tão temidas calorias do açúcar, logo em seguida, as prateleiras dos mercados ficaram inundadas de produtos lights e diets (agora chamados de “fit” também). Mas parece que não é tão fácil assim enganar o nosso corpo. Com o passar do tempo as pessoas que consumiram esses produtos com frequência não emagreceram como era esperado e atualmente a ciência tem relacionado o uso de adoçantes artificiais ao aumento de peso, entre outras doenças. 🙁

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Pesquisas mostram que os adoçantes artificiais podem fazer as pessoas sentirem mais fome (e consequentemente comerem mais), ter episódios de compulsão alimentar, sentirem mais vontade de comer doces e até ganhar mais peso do quem que consome o próprio açúcar.  😯

As evidencias sugerem que isso acontece porque os adoçantes artificiais causam um desequilíbrio na flora intestinal (bactérias boas x bactérias ruins) e isso atrapalha a comunicação entre o cérebro e o intestino, o que altera a produção de hormônios que geram a sensação de saciedade. O sabor do doce é sinalizado através das papilas gustativas, mas a energia (calorias) que vem junto com ele não chegam no intestino para serem absorvidas, então o corpo não se sente realmente satisfeito e você continua com fome.

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Além disso, cada tipo de adoçante tem seus próprios efeitos colaterais. Vou citar alguns exemplos.

Aspartame: De longe é um dos adoçantes mais “polêmicos”. Seu consumo pode causar efeitos diretos e indiretos no cérebro. Alguns sintomas relatados: dor de cabeça, tontura, mudança de humor, convulsões, perda da memória, fadiga e até síndrome do pânico. Existem pesquisas que também dizem que o aspartame tem pode causar alguns tipos de câncer. As pessoas com fenilcetonúria, que não possuem a enzima para metabolizar a fenilalanina, não podem consumir aspartame.

Ciclamato de Sódio: Ele normalmente é usado em combinação com a sacarina nos produtos industrializados. Em 1969, seu uso foi proibido nos Estados Unidos pelo FDA (Food and Drugs Administration), pois segundo estudos a associação da sacarina com ciclamato foi considerada indutora de câncer de bexiga em ratos. Entretanto em 1977, o comitê cientifico internacional de especialistas em aditivos alimentares aprovou o uso do ciclamato em mais de 40 países.

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Sucralose: Seu consumo vem sendo associado a anormalidades neurológicas, câncer, alterações na flora intestinal e nos níveis de glicose e insulina.

Acessulfame K: Deve ser evitado por quem  tem distúrbios renais que precisam controlar a ingestão de potássio.

Sacarina Sódica: Assim como o ciclamato e o acessulfame K, deve ser consumida com moderação por pessoas com hipertensão arterial.

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Mas se os adoçantes artificiais podem causar todos esses efeitos negativos porque eles são liberados?

Porque existem doses consideradas seguras para o consumo humano. Alguns estudos são feitos usando doses muito maiores do que as recomendadas, ou são feitos em ratos e nessa hora é possível argumentar que o resultado em seres humanos pode ser outro.

Minha opinião: Vale a pena arriscar a sua saúde quando existem outras substancias mais seguras no mercado? Com toda a certeza não. Sem falar que o aspartame e a sucralose estão ocultos em mais de 3 mil alimentos comuns, como doces, bebidas e gomas de mascar. Assim fica complicado controlar a quantidade consumida, não é mesmo? Outro ponto a ser levado em consideração é que alguns estudos são patrocinados pelas próprias empresas que produzem os adoçantes visando resultados que não desencorajem as pessoas a consumi-los. Infelizmente isso acontece sim, gente.

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Então fica aqui a minha dica, evite os seguintes adoçantes artificiais:

Aspartame, sacarina, ciclamato de sódio, sucralose e acessulfame K. Sempre olhe com atenção nos INGREDIENTES dos produtos para verificar a presença deles. Cuidado com os refrigerantes, sucos, chás, caldas, molhos, balas e até aquele chicletinho “fit” que você tem o hábito de consumir para enganar a fome ou a vontade de comer um doce. Tente observar se aquele produto “zero” que você consome para não engordar, na verdade não está fazendo você sentir vontade de comer mais.

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♦♦♦♦ Só pra vocês terem ideia, até a stévia pode ser vendida associada com esses adoçantes e você só vai saber olhando nos ingredientes. E caso você decida usar algum dos adoçantes artificiais citados acima, sempre tenha moderação e não esqueça que você pode já estar consumindo eles em outros produtos do seu dia a dia.

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Boas alternativas para substituir os adoçantes artificiais são:

Stévia, taumatina ou polióis como o xilitol, eritriol, maltitol e sorbitol. Vou falar melhor sobre cada um deles na matéria da semana que vem.

Lembrando que o assunto será adoçantes naturais e não açucares, ok pessoal? Posso falar sobre os tipos de açúcar em outra oportunidade. Espero ter ajudado, beijos e até segunda que vem 🙂

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