A vida por trás das redes sociais.

Atualmente ao nos conectarmos a nossas redes sociais nos deparamos com muitos fenômenos sociais, mas o que mais chama a atenção, é a quantidade de fotos super produzidas ou super editadas que muitas pessoas postam diariamente.

O que nos traz uma reflexão acerca da necessidade das pessoas de obterem curtidas para se sentirem desejadas, amadas e até mesmo atraentes fisicamente. Muitos querem ser belos e ter suas vidas “perfeitas”, expostas nas redes sociais. Com isso, é gerada a crença de que se você não se expõe, você não “existe” nesse universo social.

Em nossa “modernidade líquida, como descreve o sociólogo Bauman, as pessoas buscam preencher os seus vazios existenciais com leveza e liquidez, como ocorre nas redes sociais através de inúmeras postagens e curtidas. Por esse preenchimento não ser substancial, logo escorre dentre os dedos e novamente precisamos preencher com mais e mais fotos, mais e mais postagens e através da contabilização de curtidas que recebemos.

A ideia de obter reconhecimento e popularidade na rede tem viralizado entre as pessoas, de modo que já existem vários softwares que são utilizados pelos seus usuários com a finalidade de obter mais curtidas e mais seguidores, alcançando assim o seu pseudo status social.

A política de vida nas redes, deriva da pragmática de que ter é muito mais que o ser. O individuo procura a autoafirmação quando passa a ter mais amigos, curtidas e fotos das mais variadas comidas, lugares até mesmo de romances extremamente felizes a fim de sobressair diante dos demais.

Emerge então o conceito de que a vida é composta apenas de coisas boas, aquelas que postamos na internet. Contudo, sabemos que na realidade a vida é composta por diversos momentos, bons e ruins, o que torna a vida um grande aprendizado.

E por que tudo isso também está relacionado com a autoestima? A autoestima esta relacionada a  autoimagem positiva que temos de nós. E quando não possuímos a plena convicção de quem somos, necessitamos em demasia do reconhecimento que vem do  externo, ou seja, de outras pessoas.

E atualmente as pessoas têm buscado esse reconhecimento externo nas redes sociais. Contudo, a autoestima desenvolve-se no mundo real. E para que se tenha uma construção sólida, esta deve ser desenvolvida a partir do nosso interior e nas relações saudáveis que precisamos desenvolver com o mundo, com o outro e com nós mesmos.

Existe um ser humano por trás de cada tweet, blog e e-mail. Lembre-se disso.
– Chris Brogan.

Até mais.

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