A importância da pele e da beleza através dos tempos.

Para meu primeiro artigo no Arquitetando Estilos, pensei em trazer um pouco mais de filosofia em relação à dermatologia, ao invés de já começar a discorrer sobre tópicos, doenças e tratamentos específicos.

Trago quase que uma justificativa para os leitores sobre minha paixão por este sistema tão complexo e maravilhoso…

Que a pele é o maior órgão do corpo vocês já sabem! Ela possui a função de proteção, regulação térmica, desempenha papel imunológico, de interface com o meio ambiente, dentre outros atributos.

Eu gostaria de lembrar que, além de suas inúmeras funções biológicas,  é através da pele que contactamos, tateamos e conhecemos o mundo e os outros. Sendo assim, nossa pele,  anexos e adjacências desempenham um papel social e emocional importantíssimo.

Esse complexo sistema reveste nosso organismo e constrói a imagem que passamos aos mundo, nossas características faciais, expressões, emoções, além  de refletir nossa história: cicatrizes, sinais do tempo, da exposição ao sol e aos agentes físicos, todas as marcas que constituem o que somos.

Tal conjunto influencia nossa relação com nosso ambiente, com as pessoas e com nossa própria auto estima. Como um exemplo disso temos as diversas doenças ou condições de pele que estão correlacionadas a distúrbios de humor e comportamento e vice e versa: as alterações nas emoções podem refletir diretamente em nossa pele.

A pele -leia-se pele, tecidos estruturais e anexos como cabelos, pelos, unhas –  está intimamente relacionada á definição de beleza e senso estético.  Possui importância social e cultural que atravessa milênios e séculos nos diversos povos.

O termo grego mais próximo para beleza ou belo é Kalón– aquilo que agrada, que suscita admiração, que atrai o olhar.

Foi no século V a.C., que os gregos passaram a ter uma percepção mais clara do belo estético. Juntamente com o desenvolvimento das artes- pinturas, esculturas- que representavam a beleza ideal.  A beleza passou a ser identificada com proporção, nascia  assim uma matemática das proporções do corpo humano.

Esses padrões não surgiram apenas como regras inventadas e impostas, o nosso cérebro já é instintivamente programado para reconhecer as proporções, simetria e o belo. Conceitos prévios, experiências de vida e bagagem cultural irão também influenciar nesta percepção.

A preocupação com a beleza e com os cuidados com a pele já existe há milênios e vêm através dos séculos sofrendo transformações e evoluções. No Egito, por exemplo, Cleópatra difundiu alguns hábitos de embelezamento como o banho de leite para deixar a pele macia e lisa;  já na Europa no século XVII, a fim de se obter uma aparência de porcelana, passava-se na pele uma pasta feita de pó de arroz, talco e umas gotas de tintura de benjoim, que obstrui os poros..  por fim nos dias de hoje onde temos uma diversidade de tratamentos e cuidados destinados para a pele que mantém e promovem sua saúde e beleza.

Neste contexto evolutivo, atualmente com o advento das redes sociais, as diversas concepções de belo existentes podem ser admiradas, estudadas e adotadas com facilidade e rapidez. Não podemos  mais nos pautar por apenas um ou outro padrão estético, a diversidade veio para ficar!

Outra mudança é o acesso aos tratamentos e a ciência cada vez mais envolvida no mercado da beleza. O arsenal de ferramentas para enaltecer o belo e a juventude cresce a cada dia.

No entanto é necessário bom senso nesta busca de padrões estéticos. O belo caminha junto com o natural e respeita estas características individuais, raciais, culturais de cada um!

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