A busca pelo corpo perfeito.

Basta um rápido questionamento ao nosso redor para percebermos que, muito provavelmente, dez entre dez pessoas manifestem o desejo de modificar algo em si mesma. Talvez também não nos surpreendamos ao constatar que, na maioria das vezes, essas mudanças estariam muito mais ligadas a atributos físicos do que aos ditos psicológicos.

Vivemos numa sociedade onde a ditadura da beleza estabelecida pela grande mídia é inatingível, impondo um corpo perfeito, cabelos perfeitos, etc., como padrões de beleza. Isso representa uma visão particular, que pode induzir a distúrbios psicológicos, transtornos alimentares e grandes consumistas graves.

As mulheres que se consideram fora do padrão socialmente imposto, se percebem na obrigação de atingir esse padrão, independente dos recursos a serem utilizados.

A mídia mostra uma gama de produtos e serviços estéticos para, supostamente, melhorar o desempenho das mulheres: pílulas, sucos, comidas diet, ligth e zero, aparelhos de ginásticas, academias, revistas, cosméticos, cirurgias plásticas, entre outros.

Desta forma, muitas mulheres acabam distorcendo sua autoimagem, resultando em uma falta de aceitação para com o seu corpo, interferindo negativamente em sua autoestima.  O uso frequente de redes sociais como uma ferramenta para a exibição do corpo torna-se prazeroso, na medida em que as pessoas interagem, elogiam um “self”, reforçam o comportamento exibicionista da imagem corporal. Esta necessidade de ser “bela”, tem resultado, não raro, em uma série de problemas à saúde da mulher, como depressão, ansiedade, baixa autoestima, vigorexia, transtornos alimentares, anorexia, bulimia, dentre outros, incluindo gastos financeiros.

Além de a sociedade exigir das mulheres uma pesada jornada de trabalho: cuidar da casa, do marido, das crianças e do emprego, elas também sofrem as cobranças para alcançar o ilusório padrão de beleza, gerando stress na busca de uma barriga sarada, uma permanente luta contra a balança, na diminuição das silhuetas do corpo e das calorias das refeições de cada dia.

Não importa os apelos que a mídia faz da ditadura da beleza, fixando a magreza e o rejuvenescimento como meta inatingível, pois cada pessoa tem uma beleza única e precisa ser sentida como natural. O envelhecer é um caminho que todos iremos passar – e que pode ocorrer com saúde e dignidade. Portanto, temos que encontrar o equilíbrio na busca do bem-estar do corpo, sem descuidar da saúde mental e espiritual. Ser saudável não é somente ter um belo e magro corpo, mas sentir-se feliz e bem consigo mesmo, sem recorrer às ilusões da ditadura da beleza.

Tentar mudar a aparência seria como tentar mudar a identidade, ao mesmo tempo em que um padrão de beleza une aquelas pessoas de algum modo. Não é saudável viver tamanha escravidão pensando “no dia que eu for assim usarei…”, “quando eu emagrecer…”. A vida é agora, não esqueça disso!

No fim, tudo isso não é para você achar que não deve cuidar de si, nem ajustar o que pode melhorar. E, sim, dizer que os pontos fortes podem sempre se sobressair. Que tal esquecer as comparações e experimentar se olhar com amor, enxergando a beleza de ser único e especial? Uma hora a mágica acontece. Porque a beleza está mesmo nos olhos de quem vê.

Um grande abraço,

Renata.

Leia também...

Deixe um comentário